22.7 C
Três Lagoas
segunda-feira, 12 de outubro, 2026

Aluna cria página no Facebook para relatar problemas da escola

Geral – 28/08/2012 – 07:08

Ao criar o ‘Diário de Classe’, uma comunidade virtual no Facebook, Isadora Faber diz que não imaginava a repercussão. Queria que as portas e fechaduras de sua escola fossem consertadas e as aulas na escola em que estuda, em Florianópolis, melhorassem. A irmã mostrou uma página semelhante, de outra aluna, e ela resolveu resolveu criar a própria.

A primeira postagem foi sobre a porta do banheiro feminino, com recados escritos. Depois, a porta sem fechadura, os fios do ventilador à mostra, o vaso sanitário sem tampa, os bancos do refeitório quebrados, o balde utilizado como lixeira, e pouco a pouco ela mostrou problemas na estrutura da escola municipal em que estuda, Maria Tomázia Coelho, no Bairro Santinho.

A página no Facebook foi criada no dia 11 de julho deste ano e até às 14h desta segunda-feira (27) já tinha 2388 seguidores, com o número crescendo gradativamente. Segundo ela, esperava no máximo ter 100 seguidores e está feliz com o resultado, embora os pais tenham sido chamados duas vezes à escola. “Eles ameaçaram me processar, queriam que tirasse a página do ar. Enfim, não gostaram nada da história”.

Para a diretora da escola, a aluna postou fotos de alguns problemas que já haviam sido resolvidos. Além disso, ela afirma que há muitas ações em que a escola é destaque, inclusive mostrados no Facebook. “Há problemas, mas procuramos sempre resolver. Temos uma equipe que cuida de várias escolas da rede. Temos um espaço democrático, que se efetiva nos conselhos de classe. Seria interessante se as pessoas participassem desses espaços. Aí sim poderiamos resolver os problemas corretamente”, comentou ela.

A mãe de Isadora, Mel Faber, afirma que, apesar de terem ido duas vezes à escola, ela e o marido estão apoiando a filha. “Ela começou com a intenção de mobilizar a comunidade e levantou uma bandeira muito forte, pedindo para os colegas apoiarem. Ela está exercendo sua cidadania e desde o início disse pra ela que não era uma revolucionária de Facebook, mas teria que ir à escola e enfrentar as consequências. Ela disse que iria até o fim e vai mesmo”, afirmou ela, que também ficou surpresa com a repercussão, mas não pretende repreender a filha.

De acordo com a mãe, depois da criação da página, a Secretaria Municipal de Educação fez uma auditoria na escola e alguns problemas, como as fechaduras, já foram solucionados. Para uma professora da escola, o problema não é a manifestação da aluna, mas a abertura para outros comentários ofensivos. “A profissão de professor já é tão difícil e muitos comentários ainda estão nos desvalorizando ainda mais”, desabafou ela.

A Secretaria Municipal de Educação tomou conhecimento do caso nesta segunda-feira (27) e fará uma reunião, juntamente com a diretora da escola, antes de se posicionar sobre o assunto.

Fonte: G1

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Carreta tomba em rotatória na divisa entre Três Lagoas e Castilho na manhã deste domingo

Foto: Augusta Rufino / Rádio Caçula Acidente aconteceu na altura do acesso à Vila dos Operadores; equipes da concessionária ViaRondon atuam no local para sinalizar...

Mato Grosso do Sul completa 49 anos de história, belezas e orgulho de sua gente

Neste 11 de outubro de 2026, Mato Grosso do Sul celebra 49 anos de criação, marcados por uma história de conquistas, desenvolvimento e orgulho...

Professor e alunos transformam muro de escola em mosaico com 150 mil tampinhas

Um projeto de arte desenvolvido em uma escola municipal de Guaraniaçu, no Paraná, transformou um muro da instituição em um grande mosaico colorido feito...
error: Conteúdo Protegido