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Polícia Federal do Município adere à greve por melhores condições

Policial – 08/08/2012 – 07:08

Nessa terça-feira (07) o repórter da Rádio Caçula, Benê Soares, entrevistou o Agente de Polícia Federal, Vitor Figueido, para falar sobre a greve nacional, que teve início ontem no Município.

O repórter Benê perguntou ao Agente Vitor o porque da adesão à greve e quais eram as reivindicações que estavam sendo feitas e Vitor afirmou que como policiais, a obrigação é fazer com que a lei seja cumprida, o que a legislação determina é que a greve seja o último recurso acionado, depois de esgotadas todas as possibilidades de negociação e que sejam mantidos os serviços essenciais e urgentes. O porque desta greve ser deflagrada agora se deve ao processo de reestruturação salarial que já havia se arrastando cerca de cinco anos e o processo feito juntamente com o Ministério do Planejamento com toda reestruturação dos cargos de agente, escrivão e papilocopista, negociação foi aprovada já chega à três anos.

Sobre a polícia já tentar uma negociação anterior à greve, o Agente explicou que a aproximadamente três anos está sendo feita uma proposta de reestruturação das carreiras de agente, escrivão e papilocopista, que desde o concurso do ano de 1997, é realizado apenas com nível superior, e os salários não foram adequados à realidade atual. Em Brasília foi feita recentemente uma manifestação com 800 velas, representando os 800 policiais que prestaram concurso para outras carreiras, em virtude da defasagem salarial.

Benê Soares questionou Vitor sobre as dificuldades que Três Lagoas está passando por ausência de servidores e o agente informou que a delegacia se encontra com um número pequeno de efetivo e não consegue atender as demandas diárias, que são muitas, devido à especialização de cada policial qualificado em sua área, fica díficil realizar várias atividades devido a complexibilidade.

Na questão de uma possível negociação o agente da polícia federal disse que espera que o governo federal aceite a proposta do sindicato o quanto antes, para que os trabalhos não sejam acumulados, no caso de Três Lagoas a adesão foi total. E disse também que essa mesma proposta já foi trabalhada e aprovada pelo Ministério do Planejamento, em várias questões.

Não temos previsão de término da greve, vamos aguardar o retorno do governo e nós policiais queremos que isso ocorra o mais rapidamente possível, enfatizou o agente.

A entrevista foi encerrada pelo repórter Benê Soares que perguntou se os agentes de Três Lagoas iriam para o movimento em Brasília (DF), e Vitor Figueiredo disse que a Polícia Federal local tem representantes no Sindicato e caso seja preciso, irão certamente para o Distrito Federal. Vitor ainda disse que em princípio cada delegacia irá manter a paralisação no local e se for necessário, o presidente do Sindicato de Campo Grande poderá se reunir com o comando de greve federal.

GREVE NACIONAL

“CARTA ABERTA À POPULAÇÃO”

A decisão de fazer a greve foi considerada última alternativa ao longo de três anos de negociação com o governo. Sempre conduzimos os interesses da categoria sem desconsiderar os compromissos com o país e com a população.

Durante todo esse tempo, cumprimos os nossos compromissos de servidores públicos e respeitamos o combinado com o governo. Tivemos paciência e compreensão. Não transigimos um milímetro das nossas obrigações, dos nossos deveres.

Mas é chegada à hora de exigir o mesmo da outra parte. Queremos que o governo respeite os nossos direitos. E isso não vem acontecendo.

Não se trata apenas de uma reposição salarial. Estamos lutando por mais.

Queremos reconhecimento legal das nossas atribuições. Queremos a reestruturação da nossa carreira. Queremos condições adequadas de trabalho para poder cumprir, com maior zelo ainda, as nossas missões. Queremos por fim, um Diretor Geral que respeite e represente toda a Polícia Federal e não pratique a segregação, que não exerça o poder apostando na discórdia entre as categorias.

Decidimos pela greve porque o governo nos deixou sem resposta na data marcada para que isso acontecesse, dia 31, de julho.

Vamos fazer um movimento pacífico, ordeiro, democrático. Mas não abrimos mão de lutar por nossos direitos.

A QUEM INTERESSA UMA POLÍCIA FEDERAL SUCATEADA, DESMOTIVADA E COM UM CORTE DE VERBAS PARA AS OPERAÇÕES POLICIAIS?

REESTRUTURAÇÃO JÁ.

Semana de Mobilização Nacional.

O Brasil precisa da Polícia Federal.

O Policial Federal precisa de respeito.

Fonte: Da redação / Rádio Caçula

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