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Mulher que acusa padrasto de cárcere privado teria se apaixonado por ele, diz mãe

Geral – 21/06/2012 – 15:06

A Polícia Civil gaúcha ouviu na manhã desta quinta-feira (21) a mãe da jovem que diz ter ficado sob cárcere privado por 17 anos no Rio de Janeiro. A dona de casa, de 49 anos, afirmou na Delegacia da Mulher, em Porto Alegre, que a filha, então com 11 anos, teria se apaixonado pelo padrasto e fugido com ele para o Rio.

Carlos Alberto Santos Gonçalves, 57, foi preso nessa terça-feira (19), em Itaboraí (48 km do Rio de Janeiro), acusado de ter sequestrado a enteada em 1995, em Porto Alegre, e mantê-la em cárcere privado. A vítima, hoje com 28 anos, tem três filhos com o padrasto, com quem vive em Niterói (região metropolitana do Rio).

A própria vítima denunciou o acusado. Em fevereiro, ela procurou a polícia depois que uma de suas filhas com Gonçalves estaria sendo estuprada por um filho dele. Conforme o delegado Wellinton Pereira Vieira, da delegacia de Itaboraí, que investiga o caso, o homem, que era companheiro da mãe da menina, em Porto Alegre, a sequestrou e a levou de caminhão, pedindo carona, até o Rio de Janeiro.

Lá, a teria obrigado a viver como sua mulher e impedido que ela tivesse contato com estranhos. Os dois tiveram dois meninos, de 15 e 6 anos, e uma menina de 10.

Em seu depoimento, a mãe da vítima relatou que, quando viviam juntos em Porto Alegre, a menina demonstrava estar apaixonada pelo padrasto. Ela mostrou à delegada bilhetes em que a menina dizia que “se pudesse, fugiria com ele”.

Curso de informática

“É evidente que a menina foi seduzida. Mesmo que a relação sexual tenha ocorrido de forma consentida, é estupro, porque ela tinha 11 anos de idade”, disse a delegada Nadine Anflor, da Delegacia da Mulher, em Porto Alegre, explicando que o fato não faz com que o acusado deixe de responder criminalmente.

Familiares de Gonçalves também foram ouvidos pela delegada. Eles afirmaram em depoimento que em 2010 teriam visitado o casal no Rio. Na ocasião, a enteada estaria frequentando um curso de informática, o que descaracterizaria o cárcere privado, segundo a delegada. Entretanto, é a polícia do Rio que investigará esse episódio.

Os depoimentos colhidos em Porto Alegre serão enviados ao Rio de Janeiro para auxiliar nas investigações.

Fonte: Uol Noticias

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