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Greve na UFGD pode esticar o calendário letivo até 2013

Geral – 15/06/2012 – 14:06

O calendário letivo 2012 da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) pode atrasar e seguir 2013 adentro, por conta da greve dos professores. A paralisação ocorre em nível nacional, no âmbito das instituições federais de ensino.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Professores da UFGD, Adauto de Oliveira Souza, caso a greve se estenda por um período maior de tempo, os universitários podem perder os semestres. “Estamos lutando para que esta negociação se encerre o quanto antes para evitar prejuízos, tanto aos professores como para os alunos”, destaca. Ele adianta que assim que encerrar a paralisação será iniciada uma discussão em torno do calendário de reposição de aula.

A greve iniciada no dia 28 de maio deixa 6.600 alunos sem aula. Destes, 5,7 mil são da graduação e 600 da pós-graduação. Cerca de 400 professores da Universidade aderiram à greve nacional por melhores salários.

Entre as principais reivindicações estão a incorporação de gratificações, acréscimo de titulação, melhores condições de trabalho e reestruturação do plano de carreira nos campi criados com o Reuni.

Os professores também pedem aumento do piso salarial dos atuais R$ 557,51 para R$ 2.329,35, valor calculado pelo Dieese como salário mínimo para suprir as necessidades previstas na Constituição Federal e equiparação salarial com os professores do Ministério da Ciência e Tecnologia. Em nota divulgada no início da greve, o Ministério da Educação (MEC) informou que “as negociações salariais com o sindicato começaram em agosto passado, quando foi acertada a proposição de um reajuste salarial linear de 4%, a partir de março de 2012”.

Fonte: Dourados Agora/NG

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