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quarta-feira, 29 de abril, 2026

Pandemia eleva uso de remédios para ansiedade e de vitaminas

A palavra insônia passou a ser mais procuradana nternet do que a campeã Deus.

20/06/2020 11h08
Por: Julia Vasquez com informações do Valor Econômico

BRASIL – Como todo remédio, o isolamento social, uma das medidas para inibir a contaminação pelo novo coronavírus, se mostrou eficaz contra a Covid-19, mas também apresentou efeitos colaterais.

O confinamento aumentou a incidência de transtornos da ansiedade, insônia e depressão na população. Prova disso é que em abril e maio, quando estiveram em vigor medi

Com isso, a venda dessa classe de medicamentos, segundo dados da consultoria especializada no setor farmacêutico, IQVIA, nos doze meses terminados em maio, chegou a 3,76 bilhões de comprimidos nas farmácias brasileiras, o que equivale a 5,75% de aumento em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso proporcionou uma receita de R$ 3,58 bilhões.

Somente os antidepressivos, tiveram um aumento no faturamento de 15,7%, chegando a R$ 3,24 bilhões. No mês passado, de acordo com os dados da consultoria, o crescimento foi de 9,62% na venda desses remédios.

Alexandre França, presidente da subsidiária brasileira da farmacêutica Aspen Pharma, disse que além da evolução nas vendas de ansiolíticos e antidepressivos no período da pandemia, o que aumentou “substancialmente” nesses meses foi o consumo dos fitoterápicos que aliviam os sintomas de ansiedade e insônia. A empresa tem em seu portfólio dois medicamentos a base de passiflora.

Pelos dados da companhia, em maio do ano passado a demanda por um dos fitoterápicos foi de 118 mil unidades.

“Não aumentamos turnos de produção, mas fizemos ajustes para atender a demanda crescente. O que ajudou muito nessas vendas foi que o governo flexibilizou a concessão de receitas médicas, agora o paciente pode ter uma receita digital”, disse.

Nogueira informou, ainda, que além dos ansiolíticos e antidepressivos, a pandemia proporcionou o aumento das vendas de vitaminas e polivitamínicos. Segundo dados da IQVIA, a demanda no mercado nos doze meses terminados em maio cresceu 24,75%, passando de 173,3 milhoes de unidades para 216,3 milhões de caixas.

Na União Química, o crescimento desses produtos foi de 37,2% o crescimento desses produtos foi de 37,2% em volume, saindo de 11,5 milhões para 15,8 milhões de unidades. Já a receita aumentou 55,7%, de R$ 76,8 milhões para R$ 119,6 milhões. “Aumentamos em 30% a produção com um turno a mais de trabalho isso para atender a demanda.”

Outra farmacêutica brasileira que viu aumentar as vendas de polivitamínicos nesse período foi a Cimed. João Adibe, presidente da companhia, disse que a demanda pelos produtos da companhia cresceu 62% de janeiro a maio deste ano. Segundo ele, a Cimed também já está trabalhando com três turnos de produção. . Antes da pandemia, a empresa operava com um intervalo de trabalho para essa linha.

“A demanda é maior que a nossa capacidade de produção. Não consigo fabricar mais porque dependo de insumos importados. Hoje, estamos usando 100% de nossa capacidade nessa linha.”

Segundo ele, hoje a Cimed produz 3,5 milhões de caixas vitaminas por mês, antes da pandemia, a farmacêutica produzia 1,8 milhão de unidades. “Vitaminas sempre representou 15% do faturamento. Hoje está em 25% e a expectativa é que chegue a 30% neste ano. Há muito a crescer no Brasil. O consumo de vitaminas será um legado dessa pandemia no país”.

Foto: Divulgação.

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