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quarta-feira, 21 de outubro, 2026

Meio Ambiente investiga morte de peixes na Lagoa Maior

Análises preliminares não apontaram acontaminação por esgoto ou doenças nos peixes, acredita-se que a provável causa seja a baixa oxigenação da água. Amostras de água da Lagoa foram enviadas para a Capital para análise.

01/08/2019 16h08
Por: Mirela Coelho

TRÊS LAGOAS (MS) – Após o registro de grande mortandade de peixes na Lagoa Maior, relatada pela Rádio Caçula na quarta-feira (31), a Secretaria de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA) de Três Lagoas emitiu, nesta quinta-feira (1º), uma nota sobre as prováveis causas e as medidas que estão sendo tomadas para identificar o possível causador desse fenômeno.

Para isso, uma equipe de técnicos e fiscais ambientais está monitorando esse fenômeno que está afetando algumas espécies de peixes há na Lagoa Maior.

Nesta semana, foi constatada a morte de espécies como tilápias, carás e lambaris, na sua maioria, filhotes.

Segundo o fiscal ambiental Flávio Fardin, assim que o fenômeno foi constatado, providências para averiguar as causas que possam ter provocado esta mortandade foram tomadas.

“Ainda não podemos afirmar nada com precisão, mas a principal suspeita pode ser a baixa oxigenação da água, causada pelas condições climáticas do momento, como a falta de chuvas e aumento na proliferação de microrganismos aquáticos que acabam consumindo o oxigênio dissolvido. Se fosse provocada por algum tipo de produto tóxico, a mortalidade também ocorreria nas aves que aqui vivem e acabam se alimentando dos peixes”, comentou Flávio.

Como informou Flávio, entre as medidas já adotadas, foi realizada a medida do pH (Potencial Hidrogeniônico) em alguns pontos da lagoa, porém, verificou-se que para este parâmetro as condições estão normais. Sendo assim, amostras de água serão coletadas e enviadas para Campo Grande para uma análise mais complexa.

A princípio, não foi constatado nenhum ponto de contaminação das águas por esgoto ou doenças nos peixes, como constatou o técnico da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (AGRAER), José Américo. Ele possui vasta experiência na criação de peixes, averiguou alguns exemplares mortos e, pelas características observadas nos peixes mortos da Lagoa, a principal suspeita da causa deve ser a baixa oxigenação da água.

Assim que forem obtidos os resultados das análises de água da Lagoa Maior, a SEMEA irá se manifestar novamente.

Da redação com informações da assessoria da Prefeitura de Três Lagoas

Peixes mortos encontrados na margem da Lagoa Maior. Foto: Assessoria.

Fiscal Ambiental da SEMEA, Flávio Fardin realizando o monitoramento da mortandade de peixes e coleta de amostras. Foto: Assessoria.

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