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sábado, 11 de abril, 2026

Violência contra mulheres no Brasil: 91,8% das agressões são testemunhadas por outros

Nove em cada dez agressões contra mulheres nos últimos 12 meses (91,8%) foram testemunhadas por outras pessoas, sendo a maioria (86,7%) pertencente ao círculo social ou à família da vítima. No entanto, quase metade das vítimas (47,4%) optaram por não denunciar o caso nem procurar ajuda de instituições ou pessoas próximas.

Esses dados fazem parte da 5ª edição do relatório Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil, divulgado na última segunda-feira (10) pelo Instituto Datafolha, a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estudo, realizado entre 10 e 14 de fevereiro de 2025, entrevistou 2.007 pessoas em 126 municípios.

Entre os presentes durante as agressões, 47,3% eram amigos ou conhecidos das vítimas, 27% eram filhos e 12,4% tinham outro grau de parentesco. Especialistas alertam que testemunhar violência doméstica pode causar efeitos duradouros, como distúrbios emocionais, cognitivos e comportamentais, além de aumentar a probabilidade de a criança se tornar vítima ou agressora na vida adulta.

O estudo também revela que a violência é majoritariamente doméstica: o cônjuge ou namorado foi o agressor em 40% dos casos, seguido pelo ex-cônjuge (26,8%). Pais, madrastas, padrastos e filhos também estiveram envolvidos em uma parcela significativa dos ataques.

Além disso, a casa da vítima foi o local de 57% das agressões, sendo que as mulheres sofreram em média mais de três tipos diferentes de violência. As ofensas verbais (insultos e humilhações) lideraram as agressões, com um aumento de 8 pontos percentuais em relação a 2023. A agressão física, com tapas e golpes, também teve um aumento expressivo, atingindo 16,9% das mulheres, o maior patamar registrado.

O relatório aponta que 37,5% das mulheres, ou cerca de 21,4 milhões, sofreram algum tipo de violência nos últimos 12 meses, um aumento em relação a anos anteriores.

Em caso de emergência, as vítimas devem ligar para a Polícia Militar (190) ou entrar em contato com a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), que oferece informações e serviços especializados, funcionando 24 horas por dia. Além disso, a linha de WhatsApp (61) 9610-0180 também está disponível.

Com informações Agência Brasil

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