Município movimentou R$ 1,83 bilhão em 2025, enquanto Mato Grosso do Sul alcançou R$ 5,62 bilhões e avançou para a terceira posição entre os estados
Três Lagoas ganhou ainda mais destaque no cenário nacional da silvicultura em 2025. O município alcançou R$ 1,83 bilhão em valor de produção e assumiu a liderança do ranking brasileiro entre as cidades com maior movimentação econômica na atividade, segundo dados da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O desempenho de Três Lagoas acompanha o forte crescimento registrado por Mato Grosso do Sul. O Estado encerrou 2025 com R$ 5,62 bilhões em valor de produção da silvicultura, alta de aproximadamente 65% em relação aos R$ 3,41 bilhões registrados no ano anterior.
Com esse avanço, Mato Grosso do Sul passou da quinta para a terceira posição entre os estados brasileiros. O Estado ficou atrás apenas de Minas Gerais, que registrou R$ 9,24 bilhões, e Paraná, com R$ 6,88 bilhões. São Paulo aparece na quarta colocação, com R$ 5,29 bilhões, seguido pelo Rio Grande do Sul, com R$ 4,37 bilhões.
TRÊS LAGOAS E RIBAS DO RIO PARDO SE DESTACAM
A força da silvicultura sul-mato-grossense está especialmente concentrada na região leste do Estado, onde estão alguns dos principais polos ligados à produção de madeira e à indústria de celulose.
Além de Três Lagoas, que lidera o ranking nacional, Ribas do Rio Pardo aparece na segunda colocação, com aproximadamente R$ 1 bilhão em valor de produção. Ao todo, seis municípios de Mato Grosso do Sul figuram entre os dez maiores produtores de silvicultura do país, evidenciando a importância da atividade para a economia regional.
MADEIRA PARA CELULOSE IMPULSIONA CRESCIMENTO
O principal responsável pelo avanço estadual foi a produção de madeira em tora destinada à fabricação de papel e celulose. Em Mato Grosso do Sul, o valor gerado por esse segmento passou de aproximadamente R$ 2,69 bilhões em 2024 para R$ 5,16 bilhões em 2025, crescimento de cerca de 92%.
A madeira destinada à indústria de celulose representa mais de 90% do valor total da silvicultura sul-mato-grossense. No cenário nacional, o segmento movimentou R$ 17,61 bilhões em 2025. Mato Grosso do Sul respondeu por cerca de 29% desse total, ampliando significativamente sua participação no mercado brasileiro.
ÁREA DE FLORESTAS PLANTADAS TAMBÉM CRESCE
O avanço econômico foi acompanhado pela expansão das áreas destinadas às florestas cultivadas. Mato Grosso do Sul chegou a aproximadamente 1,9 milhão de hectares de florestas plantadas em 2025, crescimento de 30,3% em relação ao ano anterior.
O Estado passou a ocupar a segunda posição nacional em área de florestas cultivadas, atrás apenas de Minas Gerais. O eucalipto representa praticamente toda a área plantada no Estado, com participação de 99,7%.
Na região leste, a expansão das florestas acompanha o crescimento dos investimentos relacionados à cadeia de celulose, incluindo produção de madeira, transporte e estruturas industriais.
O desempenho da silvicultura ocorreu apesar de um cenário internacional menos favorável para os preços da celulose. Dados de comércio exterior citados pelo IBGE mostram que o Brasil exportou 22,2 milhões de toneladas de celulose em 2025, movimentando US$ 10,2 bilhões. O volume exportado aumentou, mas o valor financeiro recuou 3,9%.
Entre os fatores apontados estão o excesso de oferta no mercado internacional, a desaceleração do consumo chinês e a valorização do real. Mesmo nesse cenário, Mato Grosso do Sul ampliou sua participação na produção florestal brasileira, impulsionado principalmente pelo avanço da cadeia de celulose e pelo desempenho de municípios como Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo.


