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Três Lagoas
quarta-feira, 7 de outubro, 2026

Três Lagoas inicia aplicação do Nirsevimabe para prevenir bronquiolite em bebês

Medicamento começa a ser aplicado a partir de 2 de fevereiro e protege crianças contra infecções graves causadas pelo VSR

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que a partir da próxima semana, no dia 2 de fevereiro, terá início no município a aplicação do Nirsevimabe, medicamento indicado para a prevenção de infecções respiratórias graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês.

A ação integra a estratégia de imunização coordenada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como objetivo reforçar a proteção dos bebês, especialmente durante o período de maior circulação de vírus respiratórios. O Nirsevimabe atua como um anticorpo monoclonal, oferecendo proteção eficaz contra o VSR, um dos principais responsáveis por casos de bronquiolite e internações em crianças pequenas.

Em Três Lagoas, os recém-nascidos com menos de 37 semanas de gestação serão atendidos diretamente no Hospital Auxiliadora. Caso o bebê apresente alguma comorbidade diagnosticada ainda durante a internação, a aplicação do medicamento poderá ser realizada no próprio hospital.

Nos demais casos, o Nirsevimabe será aplicado nas unidades de saúde do município, mediante solicitação e aprovação do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). Para crianças com comorbidades, a unidade de saúde fará a solicitação ao CRIE, localizado em Campo Grande. Após a liberação, o imunobiológico será enviado à unidade solicitante e aplicado na sala de vacinação, respeitando os critérios estabelecidos para crianças menores de dois anos.

São consideradas comorbidades para fins de indicação do Nirsevimabe condições que aumentam o risco de evolução para formas graves da infecção pelo VSR:

doenças pulmonares crônicas, a exemplo da displasia broncopulmonar; cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, incluindo insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar; doenças neurológicas ou neuromusculares que comprometam a respiração ou a deglutição; síndromes genéticas associadas a maior vulnerabilidade respiratória; imunodeficiências primárias ou secundárias, incluindo crianças em tratamento oncológico, uso prolongado de imunossupressores ou transplantadas; além de doença renal crônica, doença hepática crônica, dependência de oxigênio, ventilação mecânica ou presença de traqueostomia.

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