14/11/2016 – Atualizado em 14/11/2016
Por: Marcio Ribeiro com UOL
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), é defende a Operação Lava Jato e afirma que, para “mudar um paradigma pervertido de absoluta impunidade” no Brasil, não é possível fazer “mais do mesmo”.
Ele também defende o fim do foro privilegiado para autoridades e diz que é preciso “estar atento” para que não prevaleça uma “operação abafa” no país. “A quantidade de interesses que foram revolvidos [pela Lava Jato] faz com que isso seja uma possibilidade”, afirma ele.
Leia abaixo as principais frases da entrevista concedida à Folha.*
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“Sou contra todos os interesses corporativos, inclusive todos os penduricalhos que os juízes ganham”.
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“A responsabilidade fiscal não tem ideologia. O Estado não pode gastar mais do que arrecada”.
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“É preciso diminuir o Estado. Vamos precisar de menos Estado, menos oficialismo, mais República.”
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“O modelo no Brasil não é propriamente capitalista. É um socialismo para ricos.”
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“A Lava-Jato é símbolo de uma sociedade que se descobriu imersa em corrupção e deseja sair disso.”
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“No Brasil, você é honesto ou não honesto se quiser, porque nada acontece. Não acontecia, pelo menos.”
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“Não há um Estado policial [no Brasil] e sim um Estado democrático de direito querendo mudar seu patamar ético e civilizatório”.
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“Sou contra a operação abafa. Se não aproveitarmos esse momento, vamos continuar nos arrastando na história, liderados pelos piores”.
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“Quem deve ter foro [especial] no Supremo? Os chefes de Poder e talvez os ministros do Supremo, e mais ninguém.”
Extratos da entrevista do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, aos repórteres Mônica Bergamo e Reynaldo Turollo Jr., da Folha de S. Paulo.



