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quarta-feira, 25 de fevereiro, 2026

Simone Tebet é segunda opção do MDB para a presidência

Com uma campanha “anti-Renan” Calheiros (AL), ele pode não disputar presidência do Senado.

18/01/2019 09h45
Por: Gabriele Benati

O plano B do MDB com relação a disputa da presidência do Senado Federal, pode ser colocado em prática em breve. Com uma campanha “anti-Renan” Calheiros (AL) entre os políticos da Casa de Leis e também nas redes sociais, o senador talvez não consiga ser o candidato a presidente. Com isso, é possível que a senadora por Mato Grosso do Sul, Simone Tebet, seja a candidata emedebista.

Tebet já tinha revelado ser o plano B do partido e também um terceiro plano da sigla para a disputa da presidência, mas sem revelar quem é. Como o MDB elegeu a maior bancada de senadores -13 no total-, a legenda não abre mão da cadeira de presidente.

A senadora é líder do partido no Senado – Simone é a primeira mulher a liderar a maior bancada da Casa – e já anunciou não ter intenção de concorrer a liderança novamente, abrindo espaço ao senador Dário Berger (SC), que colocou seu nome à disposição para o cargo.

Após ter sido reeleito, Calheiros colocou o nome na disputa pela presidência. Mas isso não agradou os defensores que querem acabar com a “velha política”.

O movimento contra a candidatura de Renan está crescendo nas redes sociais. Um exemplo é o Movimento Brasil Livre (MBL) ter lançado vaquinha virtual para arrecadar R$ 30 mil com intenção de manifestações contra a candidatura dele. Até o momento, foram arrecadados R$ 19.318,63, ou seja, 64% da meta.

Paralelo a isso, o MBL protocolou ação popular no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de liminar para impedir a candidatura de Renan. O argumento usado é de que a eleição do senador vai contra o princípio da moralidade pública, pois ele é alvo de inquéritos no STF por corrupção , lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Renan Calheiros tem visto de perto crescer a disputa pela presidência do Senado. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, Tasso Jereissati (PSDB-CE) tem a pretensão de firmar acordo tácito com a base aliada para derrotá-lo, mesmo que em uma votação apertada e secreta. Tasso tem apoio da bancada do PSL. Assim como Renan, o tucano não se colocou oficialmente como candidato, mas busca líderes de outros partidos para avaliar suas chances de vitória.

No Twitter, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), aliada do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e próxima do presidente, Jair Bolsonaro (PSL), chamou Renan de “coroné do Senado”. No mesmo post, ela disse esperar que Renan seja mandado “para a cadeia” e disse que ele a bloqueou na rede social.

Por sua vez, Calheiros publicou no Twitter dizendo: “Ainda sem ser candidato, sobre eleição no Senado: bato mais facilmente continência para um major da polícia, do que para um coronel da política como Tasso”.

Se enfrenta dificuldades para atrair aliados de Bolsonaro, como o MBL, Renan tem apoios assegurados por colegas do seu MDB, passando pelo PT ao PSD, que deve dar cinco de seus oito votos ao alagoano. Mas, por receio de que a candidatura de Renan sofra algum abalo até fevereiro, o MDB vai manter a senadora Simone Tebet (MDB-MS) como “plano B” até às vésperas da eleição.

Segundo o jornal Valor Econômico, o MDB se reúne dia 29 deste mês para definir o candidato do partido. O escolhido precisa conquistar no mínimo, 41 votos dos 81 senadores, para assumir a cadeira de presidente.

Informações Site Correio do Estado

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