02/04/2015 – Atualizado em 02/04/2015
A ideia é demonstrar ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) que a classe estará unida caso não ocorra acordo e seja necessário a greve.
Por: Érika Moreira
Nesta quarta-feira (01), servidores atuantes no Fórum de Três Lagoas (MS) fizeram manifestação em frente ao judiciário do Município. Com o gesto de cruzar os braços, que durou quinze minutos, os funcionários públicos protestaram contra ao reajuste concedido pelo TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), desde esse mês de março, de 7% sob o recebimento.
Devido ao feriado facultativo desta quinta-feira (02), o protesto foi transferido para a quarta-feira (01). Exatamente as 15h, os cerca de 90 servidores cruzaram os braços por 15 minutos no saguão do Fórum. De acordo com o presidente do Sindijus-MS (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário), Luiz Felipe da Cruz, praticamente todos funcionários aderiram ao protesto.
“O ato acontece simultaneamente em todos as Comarcas do interior do Estado e da Capital. Em Campo Grande, soubemos que 300 funcionários cruzaram os braços e em Dourados 200 servidores. Aproveitamos o horário de intervalo para que nossa manifestação não atrapalhe os trabalhos no judiciário e prejudique quem precisa dos nossos serviços”, argumentou Cruz.
A idéia deste “estado de greve” é buscar entendimento com o TJ-MS para que a corte proceda reajuste pleiteado pelos servidores: 15%. “Entendemos que o acordo deve contemplar a todos com os 7% concedidos agora e mais 8% em agosto. O TJ também nos propôs aumento no ticket alimentação de R$ 100, mas esse valor não é compatível com a alta nos gêneros alimentícios. Entre as nossas reivindicações estão o aumento de R$ 300 no ticket, ou seja, que ele passe para R$ 700 mensais agora e R$ 800 em julho. Assim como acréscimo de R$ 100 sob o valor oferecido como abono – R$ 200 para R$300”, explicou os detalhes.
Conforme o Sindijus, Mato Grosso do Sul conta com 3.100 servidores ativos. Essa foi a segunda manifestação dos servidores. A primeira ocorreu em 26 de março.
“Com esta manifestação, buscamos demonstrar que a classe está unida. O TJ nos sinalizou que, logo após o feriado, teremos uma resposta sobre nossas reivindicações. Caso isso não ocorra, entraremos em greve”, indicou o presidente do Sindisjus.




