33.5 C
Três Lagoas
sábado, 7 de fevereiro, 2026

Senadores criticam corte de R$ 55 bilhões

Política – 18/02/2012 – 12:02

O corte atingiu recursos aprovados pelo Congresso Nacional por meio de emendas parlamentares

O corte de R$ 55 bilhões determinado pelo Executivo no Orçamento repercutiu negativamente entre senadores da oposição e até da base do governo. Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Sérgio Souza (PMDB-PR), por exemplo, compartilharam em seus pronunciamentos indignação quanto ao que consideram o enfraquecimento do papel do Legislativo na elaboração da peça orçamentária.

Afinal, o corte atingiu recursos do Orçamento aprovados pelo Congresso Nacional por meio de emendas parlamentares. Além disso, a decisão seria prova de que o orçamento é executado da forma que quer o Executivo, restando aos senadores e deputados pouco a fazer.

“As prioridades estipuladas pelos parlamentares no Orçamento não têm nenhum valor para o governo, nenhum valor, diante do sistema de ‘decisionismo’, autoritário, que está instalado no Palácio do Planalto”, afirmou o senador Aloysio Nunes, que disse considerar o Orçamento “uma lei para inglês ver” e “peça de ficção”.

Aloysio Nunes e Sérgio Souza também dividem a opinião de que a liberação de emendas parlamentares ao Orçamento incluídas em cortes como anunciado na quarta-feira (15) é utilizada como moeda de troca pelo governo em votações importantes. Ou seja, o governo obtém apoio do parlamentar em troca da liberação da emenda deste, que acaba atingida pelo contigenciamento.

A ressalva do senador paranaense é de que esta não é uma prática só do governo atual: “Esta não é só do governo do PT. E também não foi só do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. O que deve prevalecer é a vontade do povo, que elegeu os membros do Legislativo”.

A também governista Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirmou que seu partido não vê necessidade de um corte tão profundo. Ela explicou que os cortes atingem R$ 20 bilhões do orçamento da Previdência Social para despesas obrigatórias, como o pagamento de aposentadorias. Também atinge cerca de R$ 5,5 bilhões do Ministério da Saúde e R$ 2 bilhões do Ministério da Educação. O valor contingenciado, observou ela, deverá ser destinado ao pagamento de juros da dívida pública.

“É mais uma herança perversa do neoliberalismo que traduz o poder da oligarquia financeira à qual o governo Lula não renunciou, optando por manter, a exemplo do câmbio flutuante e da política monetária conservadora que Dilma promete mudar”, criticou.

O líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PSDB-PR), acusou o governo federal de agir com “cinismo” ao anunciar corte de R$ 55 bilhões e negar que atingiria a área social. Já o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), classificou o contingenciamento de “absolutamente normal”. Lembrou que os cortes são anunciados todos os anos e que o montante poderá até ser revisto.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou que o Poder Executivo “ignora completamente” o Congresso Nacional. “Nós temos um Poder Executivo autoritário do ponto de vista fiscal, do ponto de vista financeiro, do ponto de vista orçamentário. E isso fere as instituições nacionais”, disse.

Fonte: Agência Senado

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Alienação parental e possível revogação de lei geram debate jurídico e psicológico

Especialistas do Direito e da Psicologia analisam os impactos emocionais nas famílias e discutem os efeitos da proposta que tramita no Congresso Nacional A alienação...

Sisu 2026 aprova 6,3 mil candidatos em Mato Grosso do Sul e medicina lidera concorrência

Estado registrou mais de 61 mil inscrições; curso de medicina da UFMS foi o mais disputado na seleção O Mato Grosso do Sul teve 6.365...

Vacinação fortalece saúde e amplia longevidade na terceira idade

Especialistas destacam a imunização como estratégia fundamental para prevenir doenças e garantir mais qualidade de vida aos idosos. O Brasil vive um acelerado processo de...