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terça-feira, 6 de janeiro, 2026

Senado inicia 2026 com prioridade para aprovação do novo Plano Nacional de Educação

Projeto do novo PNE define metas educacionais para os próximos dez anos, com foco na valorização de professores e ampliação de investimentos

O Senado Federal começa o ano legislativo de 2026 com a missão de analisar e aprovar o projeto de lei que institui o novo Plano Nacional de Educação (PNE). A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados em dezembro, já está no Senado e deve entrar na pauta após a retomada dos trabalhos legislativos, em fevereiro.

O PL 2.614/2024 estabelece diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira ao longo de dez anos. Segundo a presidente da Comissão de Educação, senadora Teresa Leitão (PT-PE), o tema será prioridade absoluta do colegiado neste início de ano. Em pronunciamento feito em dezembro, a parlamentar destacou que há consenso entre os principais atores da área educacional quanto à urgência da aprovação do novo plano.

O PNE é o principal instrumento de planejamento da educação no país, servindo de base para estados, municípios e União estruturarem políticas públicas, investimentos e ações de longo prazo. Por ser decenal, o plano ultrapassa mandatos e busca garantir continuidade às políticas educacionais, reduzindo impactos de mudanças político-partidárias.

O plano atualmente em vigor teve seu prazo encerrado no fim de 2024. Embora o texto original previsse vigência entre 2024 e 2034, a implementação do novo PNE foi adiada até a aprovação pelo Congresso Nacional. Assim, o novo plano passará a valer por dez anos a partir da sanção da lei.

Entre os principais destaques do texto aprovado pela Câmara está a ampliação progressiva dos investimentos públicos em educação, que devem alcançar 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em até sete anos, chegando a 10% ao final do período. Atualmente, o investimento gira em torno de 5% do PIB.

A proposta organiza o PNE em 19 objetivos estratégicos, que abrangem desde a educação infantil até o ensino superior, com metas voltadas à erradicação do analfabetismo, universalização do acesso à educação e melhoria da qualidade do ensino. O texto também reforça a valorização dos profissionais da educação, a gestão democrática das escolas e o combate à violência e ao bullying no ambiente escolar.

Outro ponto relevante é a manutenção da defesa da escola pública, sem incluir a regulamentação do homeschooling, além de ajustes nos mecanismos de financiamento educacional, como o custo aluno-qualidade, cuja definição de valores ficará para regulamentação posterior.

Antes mesmo da chegada oficial do projeto, a Comissão de Educação do Senado promoveu amplo debate sobre o tema. Somente em 2025, foram realizadas 13 audiências públicas para discutir o novo PNE, somando-se a outras discussões feitas nos anos anteriores, o que reforça a mobilização em torno da atualização do plano.

A expectativa é que a análise do projeto no Senado avance ao longo de 2026, diante da avaliação de que a atualização do Plano Nacional de Educação é estratégica para enfrentar os desafios atuais da educação brasileira e reduzir desigualdades no acesso e na qualidade do ensino.

Com informações da Agência Senado

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