26.3 C
Três Lagoas
segunda-feira, 30 de março, 2026

Seguro de carro pode ficar 30% mais barato

29/06/2013 – Atualizado em 29/06/2013

Por: Terra

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguro entre outros, atualmente trabalha na proposta para criar o chamado “seguro popular” de veículos. Segundo especialistas, a nova modalidade direcionada para carros com pelo menos três anos de uso pode baratear o seguro entre 30% e 35%, atraindo mais clientes das classes C e D.

O projeto pretende ampliar a base de carros segurados no Brasil, que atualmente está em 17 milhões, ante uma frota de cerca de 35 milhões. Além disso, deve combater também o crescimento de associações e cooperativas de “proteção veicular”, nas quais um grupo de pessoas se junta para oferecer suporte em caso de acidente ou roubo, mediante a uma contribuição.

“O objetivo é votá-lo e aprová-lo no segundo semestre deste ano, mas o grupo de trabalho ainda está na fase de elaboração técnica da proposta”, afirmou o órgão do governo ao Terra. Se for aprovado, o “seguro popular” de veículos deve ficar disponível somente no final do ano ou começo de 2014, já que as seguradoras devem levar de três a quatro meses para se adaptar e oferecer o novo serviço, de acordo com Nilton Dias, diretor comercial da Seguralta.

O preço menor será possível graças a mudanças nas regras para as seguradoras. “O seguro popular terá coberturas mais restritas e regras específicas de reparação, que podem incluir a utilização de peças usadas em casos de colisão, afirmou Dias. Atualmente, as seguradoras são teoricamente obrigadas a utilizarem apenas peças novas nos consertos, embora sindicatos do setor já tenham denunciado empresas que reduzem os custos por esta via sem informar o cliente. O reuso de peças deve ser o ponto mais polêmico da proposta.

Na prática, o projeto do “seguro popular” deve permitir que o cliente escolha pelo tipo de proteção que deseja, seja apenas uma cobertura contra roubo, ou apenas acidente, de acordo com seu perfil. “A expectativa é que atinja a população que atualmente não tem possibilidades de contratar seguro para seus veículos em função do custo e do seu poder aquisitivo”, disse Dias.

Outra diferença será no modo de comercialização. Segundo Renato Spadafora, COO da Segurar.com, a modalidade poderá ter correspondentes de microsseguro especialmente treinados para vender essa espécie de seguro. Spadafora acredita que deverá ocorrer uma pequena migração de atuais clientes para a nova modalidade. “Talvez isso venha a ocorrer com o tempo, na medida em que as apólices cheguem ao fim de sua vigência e que a oferta de microsseguros seja adequada para atender as demandas dos clientes. Mas nada será alterado durante a vigência dos contratos”, afirmou.

Ele ainda ressalta que, seja “popular” ou “tradicional”, o consumidor deve em primeiro lugar entender as coberturas que está adquirindo, as exclusões (ou seja, as situações em que, independentemente de ter havido perdas, não haverá cobertura) e verificar se suas necessidades estão sendo atendidas pelo seguro a ser contratado.

O projeto pretende ampliar a base de carros segurados no Brasil, que atualmente está em 17 milhões.Foto: Reprodução

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Motociclista é arremessado após colisão com carro no bairro Nossa Senhora Aparecida

Vítima estava consciente no momento do socorro, durante a madrugada do último sábado, 29

COP15 inclui mais 40 espécies em regras de proteção

Conferência firmou dez novas ações de cooperação internacional

Pacote com 80 decretos amplia incentivos para 12 setores em MS

Pacote busca dar previsibilidade a empresários em meio a pressão nas contas