Marina Dobashi explicou que estado manteve mais de 709 mil empregos com carteira assinada em 2025, impulsionado pela expansão industrial e investimentos em celulose
O mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul segue em ritmo positivo e com perspectivas otimistas para 2026, segundo avaliação da diretora-presidente da Fundação do Trabalho (Funtrab), Marina Dobashi. O Estado mantém crescimento sólido na geração de empregos formais, impulsionado por setores estratégicos como indústria, serviços, construção civil e agropecuário.
Em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira, 19, ao Café da Manhã, da 96 Caçula FM, a diretora-presidente da Funtrab, Marina Dobashi, destacou o momento positivo do mercado de trabalho sul-mato-grossense. “O Mato Grosso do Sul entra 2026 de forma muito pujante. Em 2025, tivemos mais de 709 mil registros em carteira e seguimos com um mercado aquecido, impulsionado pela expansão industrial e por grandes projetos como o da celulose”, afirmou.
Levantamento da Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com base nos dados do Painel de Informações do Novo Caged, revela que o Estado acumulou saldo positivo de 16.368 empregos formais nos últimos 12 meses, de dezembro de 2024 a novembro de 2025.
Em novembro de 2025, o estoque total de empregos formais chegou a 701.179 postos de trabalho. No mês, foram registradas 29.173 admissões e 30.114 desligamentos, o que resultou em um saldo negativo de 941 vagas. Apesar da ligeira queda mensal, o desempenho anual mostra estabilidade e crescimento acumulado, com variação negativa de apenas 0,12% no estoque total.
Na comparação com novembro de 2024, o saldo de empregos teve melhora expressiva, com crescimento de 309,13% e aumento de 2,39% no número total de vínculos formais. A taxa de rotatividade ficou em torno de 33,09% nos últimos 12 meses.
Entre os municípios, os maiores saldos positivos de contratações em novembro foram registrados em Dourados (+189 vagas), Inocência (+172), Campo Grande (+123), São Gabriel do Oeste (+101) e Bonito (+67). Já os maiores saldos negativos ocorreram em Nioaque (-361), Chapadão do Sul (-173), Sidrolândia (-145), Ribas do Rio Pardo (-141) e Naviraí (-121).
O recorte por gênero mostra que o saldo de empregos foi negativo entre os homens (-1.555 postos) e positivo entre as mulheres (+614 vagas). Em relação à escolaridade, o Ensino Médio Completo apresentou o melhor desempenho, com saldo positivo de 133 empregos, enquanto as demais faixas de instrução registraram queda, principalmente o Ensino Fundamental Completo (-451) e o Ensino Fundamental Incompleto (-310).
Para Dobashi, os resultados reforçam o dinamismo econômico de Mato Grosso do Sul e a importância das políticas públicas voltadas à capacitação profissional e à inclusão produtiva. “Estamos acompanhando uma transformação no perfil do emprego formal no Estado. É essencial garantir formação técnica e oportunidades para que mais pessoas possam ingressar nesse mercado em expansão”, ressaltou.
Com um ambiente de negócios favorável, projetos industriais em andamento e novos investimentos previstos para 2026, Mato Grosso do Sul segue consolidando sua posição entre os estados que mais geram empregos e atraem investimentos produtivos no país.


