A safra de soja 2026/2027 começa oficialmente em Mato Grosso do Sul na próxima quarta-feira, 16 de setembro, após o encerramento do período de vazio sanitário. A estimativa inicial aponta produtividade média de 52,4 sacas por hectare, resultado que representa uma redução de 13,2% em relação à safra anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) pelo Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga).
O clima aparece como um dos principais fatores de atenção para os produtores. As previsões para setembro, outubro e novembro indicam possibilidade de chuvas próximas ou acima da média no Estado, mas com distribuição irregular. As temperaturas também devem permanecer elevadas, com períodos de calor intenso.
A combinação de calor e irregularidade das chuvas pode afetar principalmente o início da lavoura. A falta de umidade adequada no solo pode prejudicar a germinação das sementes e, por isso, a liberação do plantio em 16 de setembro não significa que todos os produtores iniciarão a semeadura imediatamente.
O período de semeadura da soja segue até 31 de dezembro. Antes disso, até 15 de setembro, permanece em vigor o vazio sanitário, que impede a manutenção de plantas vivas de soja nas propriedades. A medida é adotada para reduzir a sobrevivência do fungo responsável pela ferrugem-asiática, uma das principais doenças que afetam a cultura.
Enquanto aguardam o início da janela de plantio, produtores intensificam os preparativos nas propriedades, incluindo análise e correção do solo, adubação, revisão de máquinas, aquisição de insumos e controle de plantas daninhas. Entre as espécies que exigem atenção está a buva, que pode competir com a soja desde os primeiros estágios de desenvolvimento.
De acordo com a orientação técnica da Aprosoja-MS, o monitoramento das áreas deve ocorrer antes da semeadura, permitindo identificar as plantas daninhas e realizar o controle adequado. A recomendação é iniciar a safra com as áreas limpas para reduzir a competição e favorecer o desenvolvimento da cultura.


