20/11/2018 13h21
Por: Ana Carolina Kozara
Investigações da Polícia Civil identificaram que quatro mortes ocorridas em Três Lagoas entre dezembro de 2016 e maio de 2017 estavam relacionadas e o motivo seria uma rixa entre grupos rivais dos bairros Vila Haro e Guanabara.
De acordo com o delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Três Lagoas, Ailton Pereira, o estopim para a série de mortes entre o grupo teve inicio em dezembro de 2016 quando os integrantes se desentenderam e durante uma festa houve uma troca de tiros e “Fernandinho” foi atingido e morreu a caminho do Hospital.
O jovem seria primo de um detento do Presídio de Segurança Média (PSM) conhecido como “Jacaré” que decidiu se vingar do grupo rival. Conforme foi apurado “Jacaré” e “Fazenda” seriam os lideres deste grupo.
AS MORTES
A primeira vítima foi Maciel Soares de Sousa Junior, 14 anos, morto a tiros no dia 7 de maio de 2017 no bairro Jardim das Violetas.
O segundo corpo, de Paulo Vieira da Silva, foi encontrado às margens da BR-158, saída para Brasilândia, na noite de 8 de maio de 2017. As investigações apontaram que duas pessoas chegaram à casa de Paulo na noite de 7 de maio perguntando o paradeiro de seu filho, Giovani Jorge de Oliveira da Silva conhecido como “Cuduro”, e de Maciel, a vítima disse que não sabia onde as duas pessoas estavam, então foi forçado a entrar em um carro.
Paulo foi levado para uma casa, torturado, morto e seu corpo desovado às margens da BR-158.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, “Cuduro” foi a terceira vítima do grupo e foi pego em uma emboscada. O jovem foi procurado por algumas pessoas que afirmaram saber quem matou seu pai e que o levaria até os assassinos.
“Cuduro” foi levado para o tribunal do crime, foi julgado, “condenado” e morto. Fotos do corpo de Giovani foram compartilhadas em grupos do Whatsapp, mas até hoje o cadáver não foi localizado.
A OPERAÇÃO
A operação contou com o apoio da Polícia Civil, Policia Militar, Polícia Federal, Policiais do Garras de Campo Grande e apoio aéreo. Onze pessoas envolvidas nos crimes foram localizadas e detidas, sendo duas delas apreendidas, pois eram adolescentes quando as mortes aconteceram.
Dois dos envolvidos já estavam presos e os outros sete detidos hoje foram levados preventivamente ao Presídio de Segurança Média de Três Lagoas.

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