Hospital Auxiliadora já havia sinalizado dificuldade de aquisição dos medicamentos em agosto de 2020
19/01/2021 09h21
Por: Deyvid Santos
TRÊS LAGOAS (MS) – O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) vai investigar o risco de colapso no estoque de medicamentos para entubação no Hospital Auxiliadora, em Três Lagoas. O hospital, que é referência no combate à Covid-19 no município e em toda costa leste do estado, já havia sinalizado a dificuldade de aquisição medicamentos usados na analgesia e sedação de pacientes que precisavam ser entubados em agosto de 2020.
O MPMS publicou no Diário Oficial desta terça-feira (19) a abertura de um inquérito que irá averiguar, através da 4ª Promotoria de Justiça, os motivos que levaram o estoque a ficar em estado crítico. Em notas fiscais apresentadas das últimas aquisições, o hospital demonstrou o aumento no preço dos produtos, prejudicando ainda mais a obtenção.
Objetivo do inquérito é apurar o risco de colapso de estoques de materiais e medicamentos essenciais na assistência de pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-19 em Três Lagoas, notadamente pela alta demanda do mercado nacional, atraso na logística de entrega e alta nos preços de medicamentos.
Os medicamentos com estoque mais críticos em Três Lagoas são Atracúrio, CISAtracúrio, Rocurônio e Propofol. Eles são utilizados na analgesia e sedação dos pacientes que precisam ser entubados.
No último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde ontem (18), sete pessoas estão internadas em leitos públicos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) no município devido à Covid-19. Outros quatro estão internados em leitos privados. O município atingiu a marca de 5.146 pessoas infectadas pelo novo coronavírus, 1.338 continuam como casos ativos.



