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PT e Psol abandonam comissão assumida por pastor evangélico

Geral – 07/03/2013 – 15:03

Em sessão tumultuada, o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) foi eleito com 11 votos nesta quinta-feira para a presidência da Câmara de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Ele sofria resistência de grupos ligados à luta contra a homofobia por já ter se manifestado contrário ao ato sexual entre pessoas do mesmo sexo. Feliciano nega ser homofóbico. Pouco antes da votação, quando a comissão, de maioria cristã, aprovou a ata que credenciou Feliciano como candidato, o então presidente do colegiado, deputado Domingos Dutra (PT-SP), renunciou ao cargo e deixou a comissão. O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) também deixou a comissão por “não se sentir mais à vontade”.

A sessão ocorreu a portas fechadas e grupos de manifestantes protestam em um corredor próximo ao plenário onde os parlamentares estão reunidos. “PT, que decepção! Você entregou nossa comissão”, bradavam os manifestantes, que chegaram a chamar o PSC de “inimigo da nação”. “Isso é uma farsa. Isso é uma manobra para destruir a Comissão de Direitos Humanos. Vamos continuar essa luta em outras comissões e outras frentes”, disse Wyllys, emocionado, ao deixar o plenário. 

“Eu lamento que a comissão que foi criada para atender a população mais pobre tenha se transformado no centro do fundamentalismo”, criticou Domingo Dutra. Na discussão acalorada antes da votação, houve argumentos pitorescos. O deputado Takayama (PSC-PR) negou que a bancada evangélica seja homofóbica. “Nós amamos o homossexual, o ser humano. Se o indivíduo quer amar a vaca. (..) Amamos o pecador, não a prática das coisas erradas”, disse. 

Ao tomar posse, Feliciano lembrou que antes de ser pastor evangélico é deputado federal eleito pelo Estado de São Paulo com 212 mil votos. Desde que surgiu sinalização de que Marcos Feliciano pudesse presidir a Comissão de Direitos Humanos, grupos populares se organizaram contra sua candidatura. Em quatro dias, uma petição iniciada por um membro da Avaaz.org  conseguiu juntar 70 mil assinaturas contra o deputado. O abaixo-assinado argumentava que Feliciano teria realizado declarações de cunho racista e homofóbico.

Fonte: Portal Terra

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