35.9 C
Três Lagoas
sábado, 15 de agosto, 2026

Projeto de resolução para condenar Síria irá para Assembleia Geral

Internacional – 12/02/2012 – 13:02

A Arábia Saudita circulou uma nova proposta de resolução sobre a Síria que condena a violência no país e demonstra seu “total apoio” ao plano da Liga Árabe – da mesma forma daquele vetado pela Rússia e China no Conselho de Segurança, e que espera votar na próxima semana durante a Assembleia Geral.

O projeto de resolução condena as violações “sistemáticas” de direitos humanos na Síria, exige que o regime de Bashar al-Assad detenha “de forma imediata” os ataques contra a população civil e pede aos grupos armados que se abstenham de recorrer à violência.

O texto, patrocinado pela Arábia Saudita, reivindica um “processo político sem exclusões” liderado pelos sírios, desenvolvido em um ambiente “livre de violência, intimidação e extremismo” e que permita ao povo sírio alcançar suas “legítimas aspirações”.

Sem pedir expressamente a saída do poder de Assad, demonstra seu “total apoio” à proposta da Liga Árabe de “facilitar” uma transição política a partir de um diálogo “sério” entre o regime e “todo o espectro da oposição”, a fim de criar um sistema “democrático e plural”. Além disso, convida o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a designar um enviado especial ao país árabe que ajude a promover uma “solução pacífica” à crise síria.

A proposta de resolução, que convida todos os Estados-membros a apoiarem os esforços da Liga Árabe, exorta as autoridades sírias a “cooperar” com sua missão de observadores, além de permitir o acesso da ajuda humanitária e a presença da imprensa internacional em todo o país.

Fontes diplomáticas do Conselho detalharam que haverá uma reunião na manhã de segunda-feira na Assembleia Geral para discutir o caso da Síria.

Na Assembleia Geral da ONU não existe o veto, mas suas resoluções não têm força legal, diferente daquelas tomadas pelo Conselho de Segurança.

Violência

Um residente da cidade sitiada de Homs pediu ao regime do presidente Bashar al-Assad que tenha misericórdia pelas vítimas inocentes. “Nós só queremos que Assad nos dê permissão para sair com os bebês feridos – eles são só bebês”, disse o ativista Omar, segundo a rede americana CNN.

“Eles tem que deixar essa região para receber bom tratamento… Ele não nos deixa nem salvar e tratar nossos bebês.”

Ao menos seis pessoas foram mortas neste sábado de manhã em Homs, segundo os Comitês de Coordenação Local da Síria, um grupo de oposição que organiza e registra os protestos.

Grupos da oposição afirmam que centenas morreram em Homs na última semana durante uma ofensiva do governo sírio para eliminar a oposição através de ataques indiscriminados. “Hoje é o sétimo dia que temos estado sob tiros – e bombardeios que não param”, disse Omar. Ele afirmou que as forças do governo cercaram a área com centenas de soldados e dezenas de tanques – “não tanques normais. Tanques grandes. Tanques russos.”

As tropas sírias vem tentando recuperar o controle de regiões de Homs desde o último sábado, quando começaram uma forte ofensiva contra os redutos rebeldes.

Ativistas de oposição dizem que o distrito de Baba Amr – centro de protestos contra o governo – foi atingido por morteiros neste sábado que deixaram ao menos 15 mortos, segundo ativistas dos Comitês de Coordenação Local. Outro grupo, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que ao menos quatro morreram no ataque. Francoatiradores miram nos alvos a partir dos telhados das casas no distrito.

Neste sábado, a agência de notícias estatal da Síria registrou que homens armados assassinaram um general do Exército em Damasco na quarta-feira, no que configura a primeira morte de um militar de alto escalão na capital síria desde o início da revolta contra Assad, em março.

Segundo a SANA, três homens armados abriram fogo contra o general Issa al-Khouli na manhã enquanto ele saía de sua casa localizada no bairro de Rukn-Eddine, Damasco. Al-Khouli era médico e chefe de um hospital militar na capital. Ninguém reivindicou responsabilidade pelo assassinato.

O ataque indica que a violência na Síria atinge a capital, que tem estado relativamente tranquila em comparação com outras cidades. Tais assassinatos não são incomuns foram de Damasco e outros oficiais do Exército foram assassinados no passado, a maior parte deles nas províncias de Homs e Idlib.

A ONU estima que 5,4 mil foram mortos na Síria desde março, quando começou a revolta, inspirada em outros movimentos da Primavera Árabe. Mas esse número só vai até janeiro, quando a ONU parou de fazer sua contagem, pois o caos no país tornou impossível a confirmação desses dados.

O regime de Assad afirma que grupos terroristas em uma conspiração internacional para desestabilizar o país estão por trás da revolta, e não pessoas comuns buscando mudanças. O governo sírio registra que 2 mil soldados e policiais foram assassinados por terroristas desde março.

Com EFE, AP e BBC

Fonte: iG

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Ciúmes por causa de uma rosa termina com mulher agredida após balada no Jardim Primaveril

Mulher de 38 anos relatou ter sido atingida com socos nas costas pelo marido, de 33, após sair de uma balada, onde vítima solicitou uma medida protetiva contra agressor

Bicicleta é furtada de CEI no Centro de Três Lagoas

Vítima deixou a veículo no local durante o trabalho e descobriu o furto ao fim do expediente, onde câmeras de segurança podem ajudar a identificar o responsável pelo crime

Candidatos de MS já podem pedir votos a partir deste domingo

Inicio da propaganda das Eleições 2026 será liberada a partir de 16 de agosto, onde candidatos, partidos e federações passam a disputar a atenção dos eleitores em todo o país
error: Conteúdo Protegido