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quarta-feira, 30 de setembro, 2026

Produtores de citros têm até 15 de janeiro para entregar relatório obrigatório em MS

Documento é essencial para o monitoramento sanitário e o combate ao greening na citricultura do Estado

Os produtores de citros de Mato Grosso do Sul têm até o dia 15 de janeiro para entregar o Relatório Semestral de Vistoria e Monitoramento da Citricultura. A medida é obrigatória para todas as propriedades com fins comerciais ou que possuam mais de 50 plantas e integra as ações de vigilância fitossanitária no Estado.

O relatório deve ser preenchido de forma on-line, por meio do site da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), e reúne informações sobre o monitoramento, identificação e eliminação do psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor da bactéria causadora do greening. Considerada a principal doença da citricultura na atualidade, o greening não possui cura e pode comprometer severamente a produção.

De acordo com o Governo do Estado, o objetivo do documento é fortalecer o monitoramento fitossanitário, identificar áreas com maior incidência da praga ou da doença e evitar a disseminação para outras propriedades. As informações coletadas também subsidiam a criação de estratégias regionais e nacionais de combate, aumentando a eficiência do controle e reduzindo custos para os produtores.

A exigência ganha ainda mais relevância diante da expansão da citricultura em Mato Grosso do Sul, que atualmente conta com mais de 7 milhões de mudas implantadas em cerca de 15 mil hectares, distribuídos em 60 propriedades. A expectativa é de geração de aproximadamente 10 mil empregos diretos ligados à atividade.

Os investimentos no setor já somam cerca de R$ 2,4 bilhões, com projetos que abrangem 35 mil hectares e projeção de alcançar 50 mil hectares até 2030. Entre os fatores que impulsionam o crescimento estão a disponibilidade de terras, clima favorável, logística estratégica e segurança jurídica.

Grandes empreendimentos já avançam no Estado, como o projeto da Cutrale, em Sidrolândia, que prevê alcançar 8 milhões de caixas por safra quando os pomares estiverem em plena produção. Outras empresas e grupos também têm ampliado investimentos na citricultura sul-mato-grossense.

Embora ainda não figure entre os maiores produtores do País, liderados por São Paulo, o Estado vem se consolidando como um novo polo do setor. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, a vigilância sanitária é fundamental para sustentar esse crescimento e garantir a sanidade dos pomares.

Com informações Correio do Estado

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