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Três Lagoas
terça-feira, 10 de março, 2026

Polícia desmonta quadrilha ligada a detento e apreende drogas, dinheiro e até moto em Brasilândia

Denominada “Cidade Segura II” revelou uma rede criminosa comandada de dentro de presídio em Três Lagoas, onde mulher do preso liderava distribuição e filho fugiu antes da chegada da polícia.

A Polícia Civil de Brasilândia (MS), com apoio da Polícia Militar, do Canil do 2°BPM de Três Lagoas e da Polícia Penal, deflagrou a ‘Operação Cidade Segura II’, voltada ao combate do tráfico doméstico de drogas no município. Os alvos foram uma organização criminosa com base operacional em uma residência da cidade e comando direto de dentro do Presídio de Segurança Média de Três Lagoas.

A investigação teve início após a prisão de um traficante conhecido como ‘Santista‘, que revelou conexões com um detento do sistema prisional. A partir daí, as autoridades descobriram que o fornecimento de entorpecentes à cidade era orquestrado por esse custodiado, enquanto sua companheira, em liberdade, liderava a distribuição de drogas, abastecia traficantes locais e ainda fazia vendas diretamente de casa.

Durante a operação, os policiais cumpriram mandados de busca tanto na cela do detento quanto na residência de uma mulher, localizada em Brasilândia. Na cadeia, o detento foi flagrado com um celular — que quebrou propositalmente ao ver os agentes. O mesmo aconteceu com a mulher: ela também tentou destruir seu aparelho antes de ser contida.

A estrela da operação foi o cão farejador Monster, do Canil da PM de Três Lagoas, que indicou o local exato onde estavam escondidas pedras de crack, dinheiro fracionado, máquinas de cartão, uma motocicleta Honda Biz 2024 novinha, além de diversos objetos de origem duvidosa, como um aparelho de ar-condicionado, um televisor e outros bens de alto valor. O filho da suspeita, também investigado por envolvimento no esquema, fugiu do local instantes antes da chegada das forças policiais e, até o momento, segue foragido.

A mulher foi autuada por tráfico de drogas, associação ao tráfico, desobediência e fraude processual, e permanecerá à disposição da Justiça. As investigações seguem para identificar e prender outros integrantes da rede criminosa.

A operação foi coordenada pelo delegado Avelino Rafael Mantovani e pelo comandante da PM em Brasilândia, o 2º Tenente Melo, e é considerada um duro golpe contra o tráfico local, além de um alerta para o uso de celulares por presos como forma de continuidade do crime fora das grades.

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