Geral – 07/05/2012 – 15:05
Comandante do patrulhamento na favela vai ouvir o PM para saber o que aconteceu
A atitude de um policial militar revoltou os moradores da favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, na manhã do último domingo (6). Segundo testemunhas, um PM que patrulhava a comunidade a pé lançou spray de pimenta nos olhos do cão nas proximidades da Via Ápia.
A assessoria da Polícia Militar informou nesta segunda-feira (7) que o major Edson Santos, comandante do patrulhamento na favela, vai ouvir o policial para saber o que realmente aconteceu.
A PM informou ainda que o policial pode ter lançado o spray, que é uma arma não letal, para não machucar o animal.
O patrulhamento na comunidade foi intensificado após o confronto entre policiais militares e traficantes, ocorrido na madrugada de domingo, que resultou em um suspeito baleado.
Onda de violência e segurança reforçada
Ocupada pela PM desde novembro de 2011 para a futura instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), a Rocinha é patrulhada 24 horas por cerca de 700 agentes. A favela viveu uma onda de violência entre fevereiro e abril, período no qual foram registrados mais de dez assassinatos na comunidade. A polícia identificou uma série de criminosos que teriam participado dos homicídios. A grande maioria deles tem envolvimento com o crime organizado e protagoniza uma guerra entre traficantes por pontos de venda de drogas na Rocinha.
A ousadia dos criminosos, porém, não alterou os planos do Estado. De acordo com José Mariano Beltrame, secretário de Segurança Pública do Rio, as forças policiais não recuarão e seguirão em frente com o projeto de pacificar a comunidade.
– Temos uma estratégia e não vamos recuar um milímetro que seja por causa da ação de criminosos. O processo de pacificação vai acontecer.
Para ampliar a área de alcance do patrulhamento, policiais fazem rondas a pé pelas estreitas vielas da comunidade. Além disso, o efetivo atua com motos, cavalos e viaturas convencionais pelos 15 setores destacados em toda a extensão da favela.
De acordo com o comandante do Estado Maior da PM, coronel Pinheiro Neto, o esquema é suficiente para fazer a segurança da comunidade.
– Com certeza é suficiente. Temos municípios de médio porte no Estado (como na baixada, por exemplo) que contam com esse efetivo de homens por turno. E é assim que estamos tratando a Rocinha, como uma cidade de médio porte. Afinal, tem cerca de 100 mil habitantes.
Fonte: R7


