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quinta-feira, 26 de fevereiro, 2026

Plenário do Senado vai analisar PEC que reduz jornada semanal de trabalho para 36 horas

Proposta aprovada na CCJ prevê implantação gradual da nova carga horária ao longo de cinco anos

O Plenário do Senado Federal deverá analisar, nos próximos dias, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal normal de trabalho no Brasil de 44 para 36 horas. A matéria foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e representa um dos debates mais antigos e sensíveis da agenda trabalhista no Congresso Nacional.

A PEC 148/2015 foi apresentada originalmente pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e tramita há cerca de dez anos no Senado. A proposta tem como principal objetivo adequar a legislação brasileira às transformações do mundo do trabalho, promovendo mais qualidade de vida aos trabalhadores e estimulando a geração de empregos por meio da redistribuição da carga horária.

Relator da proposta na CCJ, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) ressaltou que a redução da jornada não será imediata. De acordo com o texto aprovado, a mudança será implementada de forma gradual ao longo de cinco anos, o que, segundo o relator, permitirá que empresas e setores produtivos se adaptem à nova realidade sem impactos bruscos na economia.

Durante a discussão na comissão, parlamentares apresentaram posições divergentes. O senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou o fato de a PEC ter sido incluída na pauta da CCJ de última hora e alertou para os possíveis custos adicionais que a redução da jornada pode gerar, especialmente para micro e pequenas empresas.

Segundo ele, a diminuição da carga horária pode resultar em aumento de despesas com contratação de mão de obra ou pagamento de horas extras, afetando a competitividade dos pequenos negócios.

Por outro lado, defensores da proposta argumentam que a redução da jornada pode trazer benefícios sociais e econômicos, como a melhoria da saúde física e mental dos trabalhadores, o aumento da produtividade e a criação de novos postos de trabalho. O tema também dialoga com discussões internacionais sobre modelos de trabalho mais flexíveis e jornadas reduzidas, adotados ou testados em diversos países.

Após a aprovação na CCJ, a PEC segue para o Plenário do Senado, onde precisará ser votada em dois turnos.

Para avançar, o texto deverá obter o apoio mínimo de três quintos dos senadores em cada votação. Caso seja aprovada, a proposta ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados para concluir o processo legislativo.

Com informações da Agência Senado

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