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quarta-feira, 8 de julho, 2026

Pandemia deixa Capital à beira do colapso de UTIs neonatal

Há dificuldade de acompanhamento pré-natal durante a pandemia, o que aumenta número de casos de gestações de alto risco

22/02/2021 09h37
Por: Paulo Renato

A internação em leito intensivo para bebês e recém-nascidos em Campo Grande está prestes a entrar em colapso. A superlotação do setor não é de hoje, mas as dificuldades de acompanhamento pré-natal durante a pandemia, tanto pelo SUS (Sistema Único de Saúde) quanto pela rede privada, aumentaram casos de gestações de risco, ampliando também o número de crianças que precisam de atendimento em UTI (Unidade de Terapia).

Recentemente, essa dificuldade obrigou a transferência da pequena paciente de 2 meses, para internação na cidade de Ribeirão Preto (SP). Com covid, ela conseguiu a vaga na cidade paulista, mas acabou morrendo no dia 6 de fevereiro.

São 44 leitos de UTI Neonatal pelo SUS na Capital e estima-se que haja outros 30 pela iniciativa privada (Capital e interior). A Unimed atende nessa especialidade apenas pela rede credenciada, mas não informou quantas vagas há.

No entanto, inquérito do Ministério Público encerrado em 2019, mostrava que tanto a cooperativa quanto a Cassems dividiam 10 leitos no Hospital El Kadri. A Cassems, por sua vez, informou à reportagem que mantém 10 leitos próprios em UTI Neo Natal em Três Lagoas. Fora do SUS, há ainda 10 leitos na Maternidade Cândido Mariano.
Atualmente, nova investigação foi aberta pelo Ministério Público para identificar os problemas do setor, isso depois de recorrentes denúncias da Santa Casa de superlotação e falta de vagas intensivas para recém-nascidos.

O hospital conta com 8 leitos de atendimento SUS nessa modalidade e até a última sexta-feira, 100% deles estavam ocupados, mas havia mais três crianças esperando vaga. O número na fila de espera chegou a ser de seis em alguns dias. Esses bebês ficam em atendimento improvisado até que uma vaga surja.
Diante das denúncias, o MPMS fez uma vistoria na Santa Casa no último dia 10 de fevereiro e constatou que a ocupação era de 100% dos leitos. Apesar de no momento da verificação não houvesse bebês à espera de vaga em UTI, o perito ressaltou que “a permanência de RNs no Centro Obstétrico ou outros setores não destinados ao atendimento específico destes, implica em riscos assistenciais”.

Fonte: Campo Grande News

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