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quarta-feira, 1 de julho, 2026

“Pablo Escobar brasileiro”, ex-major de MS é julgado em Bruxelas por tráfico

Caso contra ex-PM seria analisado em Bruges, mas acabou transferido por questões de segurança

Acusado de chefiar uma rede responsável por enviar 45 toneladas de cocaína da América do Sul para a Europa, entre 2017 e 2019, o ex-policial militar de Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho, 65 anos, começou a ser julgado esta semana em Bruxelas, na Bélgica. Estima-se que o “Pablo Escobar brasileiro” tenha faturado 200 milhões de euros com o tráfico.

Carvalho foi preso em junho de 2022, em Budapeste, na Hungria, e extraditado para a Bélgica no ano seguinte. Ele é apontado como líder do esquema com o belga Flor Bressers, 39 anos.

O julgamento estava previsto para ocorrer em Bruges, mas foi transferido por questões de segurança. As audiências começaram ontem (15).

As investigações tiveram início após a descoberta de cocaína escondida em carregamentos de manganês que chegaram ao porto de Roterdã, em 2020. Em dez remessas, teriam sido enviadas 15 toneladas da droga, avaliadas em US$ 220 milhões.

Segundo a imprensa europeia, o grupo usava uma empresa de tratamento de água no porto de Antuérpia como fachada. Bressers foi preso em Zurique, na Suíça, em 2022.

Carvalho, por sua vez, foi detido em um restaurante com uma identidade mexicana falsa. À época, ao menos quatro países pediram sua extradição, entre eles Estados Unidos, Espanha e Brasil, mas a Bélgica ficou responsável pelo julgamento.

Histórico no crime: ex-PM, Carvalho foi condenado em 1998 a 15 anos de prisão por transportar 237 quilos de cocaína. Em 2019, recebeu nova sentença de 15 anos por lavagem de R$ 60 milhões, entre 2002 e 2007. Ele só foi expulso da corporação em 2010.

Na Espanha, adotou o nome falso de Paul Wouter, apresentando-se como milionário do Suriname. Viveu em uma mansão de dois milhões de euros, em Marbella, e chegou a forjar a própria morte durante a pandemia de Covid-19. A farsa caiu quando a polícia descobriu que a certidão de óbito havia sido assinada por um esteticista.

Antes disso, em 2018, já havia sido preso em alto-mar com duas toneladas de cocaína, mas foi solto após pagar fiança, sem que sua identidade fosse descoberta. (Com informações do jornal O Globo).

Fonte: Campo Grande News

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