Geral – 09/03/2013 – 07:03
Como mostra a primeira imagem do filme, na capa da revista “Entertainment Weekly”, os atores são do primeiro time. Michael Douglas faz o papel principal, o do extravagante (para dizer o mínimo) pianista americano Liberace; Matt Damon é seu namorado, Scott Thorson. O diretor é Steven Soderbergh.
Primeira imagem do filme sobre a vida de Liberace na capa da revista “Entertainment Weekly”
E o filme baseado em “Behind the Candelabra: My Life With Liberace”, livro que Thorson escreveu sobre o relacionamento dos dois, só saiu por conta da teimosia do diretor, depois que todos os estúdios americanos se recusaram a bancar a produção, por considerá-la “gay demais”.
Segundo Soderbergh declarou em entrevistas, ele bateu em todas as portas de Hollywood, mas ninguém quis entrar no projeto. As alegações eram medo do tema e provável dificuldade de comercializar o produto. Então ele fez o filme para a televisão. “Behind the Candelabra” (“por trás do candelabro”, referência ao ornamento que Liberace não dispensava em cima do seu piano) vai estrear nesta primavera americana na HBO.
Se for fiel à vida de Liberace, que morreu em decorrência da Aids em 1987, o filme vai ter muito brilho. Figurinos altamente notáveis – “Eu não me visto assim para passar despercebido”, costumava dizer ele -, um estilo de vida perdulário, sexo, romance, música, pianos, candelabros, intriga: Thorson moveu um processo de 113 milhões de dólares contra o amante, alegando que ele tinha dedicado cinco anos de sua vida a Liberace.
Museu Liberace de Las Vegas está fechado
Diversão garantida? É de se imaginar que sim. Quem sabe o filme corrige uma injustiça que a história cometeu com Liberace. Em Las Vegas, onde ele se apresentou em inúmeras temporadas acompanhado de seus pianos, seus candelabros e seus ternos de lantejolas, o Museu Liberace está fechado há três anos.
Por absoluta falta de público, como me informou em janeiro passado um comerciante árabe que tem uma loja de mercadorias vizinha ao museu. Segundo ele, não aparecia ninguém por lá havia muito tempo. Não é possível que alguma coisa seja considerada “gay demais” em Las Vegas.
Fonte: IG Notícias


