Rede estadual alcança menor índice de reprovação em quase 20 anos e apresenta avanços em abandono escolar e proficiência
O primeiro ano de vigência da lei que proíbe o uso de celulares nas escolas brasileiras trouxe resultados expressivos para a educação pública de Mato Grosso do Sul. Em 2025, a rede estadual de ensino registrou o menor índice de reprovação da série histórica acompanhada há quase duas décadas, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Educação (SED).
De acordo com o secretário estadual de Educação, Helio Daher, o percentual de alunos reprovados nunca foi tão baixo desde a criação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em 2007. “É disparada a menor média. A série histórica acompanha a criação do Ideb, que tem o índice de reprovação em sua base de cálculo”, afirmou. Para o gestor, os números anteriores à implantação do índice provavelmente eram ainda mais elevados, o que reforça o caráter histórico do resultado alcançado em 2025.
Outro indicador positivo foi o abandono escolar, que atingiu o menor nível já registrado no Estado: apenas 0,1%. “É muito baixo, é irrisório no universo da rede”, avaliou o secretário. A proficiência dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática também apresentou avanço significativo, ultrapassando a média de 7 pontos, patamar inédito na rede estadual.
Além disso, o ensino profissionalizante ganhou destaque ao longo do ano passado. Segundo Helio Daher, Mato Grosso do Sul ampliou de forma expressiva a oferta dessa modalidade, alcançando cerca de 45% dos alunos do Ensino Médio — um salto em relação aos 7% registrados anteriormente. Atualmente, todos os municípios do Estado contam com pelo menos uma escola oferecendo educação profissional.
Apesar dos resultados positivos, o secretário ressalta que a proibição do uso de celulares não foi a única responsável pela melhora no desempenho escolar. Para ele, a medida contribuiu para um ambiente mais harmonioso em sala de aula, favorecendo a concentração dos estudantes, mas esteve acompanhada de outras ações estruturantes.
Entre elas, está um programa desenvolvido em parceria com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que instituiu avaliações mensais e atividades de reforço para alunos com dificuldades de aprendizagem ao longo de todo o ano letivo. Também foram realizados investimentos significativos em infraestrutura: cerca de 70% das escolas estaduais passaram por reformas, com aporte de R$ 1,3 bilhão.
O acesso à tecnologia educacional também foi apontado como fator relevante. A entrega de novos computadores e a implantação do ensino de robótica em todas as escolas da rede estadual ajudaram a aumentar o interesse e a motivação dos alunos. “Foram ações favoráveis em todos os aspectos da educação da rede estadual para chegar a esses dados”, concluiu Helio Daher.
Com informações do Campo Grande News


