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Na véspera de paralisação, Reinaldo diz que ato de professores é político

Professores de todos os níveis no Brasil saem às ruas com várias pautas sobre a Educação nos dias 02 e 03 de outubro, e o Governador Reinaldo Azambuja (PSDB), se manifesta a respeito da paralisação.

01/10/2019 14h19
Por: Redação com informações do Campo Grande News.

Professores de todo o Brasil, de diversos níveis, prometem estar nas ruas na quarta-feira (2) e quinta-feira (3) em protesto sobre o panorama da Educação no País. Em Mato Grosso do Sul, uma das entidades que mobilizam o ato é a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul).

Para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o ato é político e prejudica os alunos. Também citou o cenário favorável à categoria no Estado, pelo salário e dia-a-dia dos vencimentos. “É até estranho. Mato Grosso do Sul, se você olhar, nós já pagamos um salário acima do piso nacional, então é de longe o maior salário de professor do Brasil. A maioria dos estados brasileiros não está conseguindo pagar nem o piso do professor. Mato Grosso do Sul paga 80% acima do piso”, comentou o governador.

Há diversas pautas citadas pelas organizações da educação, em especial os cortes na educação superior no governo Bolsonaro, o projeto conservador Escola sem Partido e a chamada “militarização” das escolas. Sobre a última, o governador afirmou que “não existe em Mato Grosso do Sul” e declarou que as paralisações vão prejudicar os alunos

Reinaldo Azambuja (PSDB): “Isso é pra prejudicar o aluno. Eu entendo que é extremamente de cunho político, vem discutir militarização em escolas que não existe no Mato Grosso do Sul. Então é uma pauta política, extremamente equivocada pro momento”, pontuou.

“Se você olhar a folha de pagamentos dos professores de Mato Grosso do Sul, o que era em 2014 e o que está hoje, você vai ver um crescimento exponencial no vencimento. Acho que esses dirigentes deveriam ter a responsabilidade de entender que tem o melhor salário do Brasil, que recebe em dia, diferente da maioria dos estados brasileiros e o grande prejudicado não é o governo, é o aluno, o cidadão, o pai, a família, que muitas vezes vê as aulas paralisadas por algo estritamente político, não tem nada que levaria a uma paralisação como essa. Agora, ao Estado cabe tomar as medidas que tem que ser tomadas e que serão tomadas para restabelecer o rito normal nas escolas estaduais”, complementou.

**Com informações do Campo Grande News. **

Governador Reinado Azambuja durante agenda em Rio Verde no mês de setembro (Foto: Henrique Kawaminami)

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