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Três Lagoas
quarta-feira, 11 de março, 2026

Mulher procura delegacia após ter fotos íntimas vazadas depois de terminar relacionamento

Vítima alegou que suas fotos estavam sendo compartilhada nos status de WhatsApp por suspeito, que alegou ser marinheiro e que estava em viagem.

Na manhã desta quarta-feira, 31, compareceu à DAM (Delegacia de Atendimento á Mulher) de Três Lagoas, uma mulher de 33 anos, que alega ter sido vítima de exposição indevida nas redes sociais. A vítima, que trabalha com aplicativos de transmissão ao vivo na internet, relatou um caso de abuso e invasão de privacidade envolvendo um homem que se identificou como “Helbert”.

De acordo com o depoimento, a vítima conheceu o autor, cujo número de telefone tem o DDD do Rio de Janeiro, alegou que no útlimo dia 24 deste mês, iniciou um relacionamento virtual com o indivíduo. No entanto, o comportamento de “Helbert” rapidamente se tornou obsessivo, onde fazia constantes chamadas e, ao não ser atendido, ofendia a vítima com palavras de baixo calão, como “biscate“, “vagabunda”, entre outros.

Durante as chamadas de vídeo, nas quais a vítima fazia poses sensuais nua, o suspeito tirava algumas capturas de tela sem seu consentimento, armazenando essas imagens. Após o término do relacionamento, que ocorreu devido ao comportamento abusivo do autor, ele continuou a ligar insistentemente, levando a vítima a bloqueá-lo em todas as redes.

No dia da ocorrência, a situação piorou. A vítima recebeu uma mensagem de um número desconhecido informando que suas fotos íntimas estavam sendo compartilhadas nos status do WhatsApp de “Helbert”. A pessoa que enviou a mensagem não é conhecida pela vítima e apagou a mensagem logo em seguida.

Em depoimento, a vítima também relatou que o autor afirmava ser do Rio de Janeiro e estaria em viagem de navio em Belém (PA), alegando ser marinheiro, onde possui os prints das conversas e das fotos divulgadas como provas do ocorrido.

Sem testemunhas dos fatos, além do número da pessoa que alertou sobre a exposição das fotos, a vítima manifestou o desejo de representar criminalmente, buscando justiça pelo ocorrido. A Polícia Civil investiga o caso e busca medidas para proteger a vítima e responsabilizar o autor dos fatos.

A exposição de fotos íntimas sem a autorização, também chamada de “Revenge porn” é usada também muitas vezes como forma de vingança. No Brasil, a Lei nº 13.718/2018 aborda essa questão, tornando crime a divulgação de imagens ou vídeos íntimos sem consentimento, com pena de reclusão de 1 a 5 anos.

A lei visa proteger as vítimas e pune tanto a divulgação quanto a ameaça de divulgação. Além disso, o Código Penal Brasileiro considera essa prática como uma violação grave da privacidade e integridade pessoal, refletindo um compromisso com a proteção dos direitos individuais e a prevenção do abuso digital.

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