Taxa ficou abaixo da média nacional, de 5,4%, e estado teve a quarta maior queda entre as unidades da federação
Mato Grosso do Sul terminou o segundo trimestre de 2026 com uma das menores taxas de desemprego do Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad Contínua, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, a taxa no estado foi de 2,7%.
O índice ficou bem abaixo da média nacional, que foi de 5,4%. Em relação ao primeiro trimestre do ano, quando a taxa era de 3,8%, Mato Grosso do Sul teve uma redução de 1,1 ponto percentual no desemprego.
Com o resultado, MS aparece entre os cinco estados com menor desemprego no país. À frente estão Santa Catarina, com 2,1%; Mato Grosso, com 2,2%; Espírito Santo, com 2,3%; e Rondônia, com 2,6%.
Outros estados também ficaram abaixo da média nacional. O Paraná registrou 3,1%; Minas Gerais, 3,8%; Goiás, 4%; Tocantins, 4,1%; Rio Grande do Sul, 4,2%; e Roraima, 5%.
Paraíba e São Paulo apresentaram taxa de 5,4%, exatamente na média brasileira.
No Brasil, o desemprego caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre. Entre as unidades da federação, 13 tiveram redução na taxa, enquanto as demais ficaram estáveis.
As maiores quedas foram registradas no Rio Grande do Norte, com redução de 1,9 ponto percentual; Paraíba e Acre, com 1,6 ponto; Tocantins, com 1,5; e Alagoas, com 1,3 ponto percentual.
No outro extremo, a Bahia teve a maior taxa de desemprego do país, de 9,1%. Amapá apareceu com 9,8%; Pernambuco e Piauí, com 8,3%; Alagoas e Sergipe, com 7,9%; e Amazonas, com 7,5%.
Também ficaram acima da média nacional Rio de Janeiro, com 7,1%; Acre e Ceará, com 6,6%; Distrito Federal, com 6,5%; Pará, com 6,2%; Maranhão, com 6%; e Rio Grande do Norte, com 5,6%.
Segundo o IBGE, as diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como o nível de industrialização, a evolução da atividade econômica e o grau de instrução da população.
A pesquisa mostra ainda que 1 milhão e 60 mil pessoas estavam em situação de desemprego há dois anos ou mais. É o menor número desde o início da série histórica, em 2012, com queda de 15,6% em relação ao mesmo período de 2025.
O levantamento também apontou diferenças entre homens e mulheres. A taxa de desemprego entre os homens foi de 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, o índice chegou a 6,4%.
Por cor ou raça, a taxa foi de 4,2% entre brancos, 6,1% entre pardos e 6,9% entre pretos.
A Pnad Contínua considera a população com 14 anos ou mais e abrange diferentes formas de trabalho, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, trabalho temporário e atividades por conta própria.
Para o IBGE, é considerada desocupada a pessoa que não estava trabalhando, mas procurou efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.
Com informações da Agência Brasil


