Equipamentos ampliam ações contra dengue, chikungunya e zika em meio ao aumento de casos em Mato Grosso do Sul.
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, iniciou a distribuição de 150 bombas costais para intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika. O investimento total é de R$ 650,4 mil, com recursos próprios, e os equipamentos serão destinados aos 79 municípios conforme critérios técnicos e demanda local.
A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre os serviços de saúde, com diversas cidades enfrentando aumento de casos e até surtos de arboviroses. Segundo a SES, a estratégia visa fortalecer a resposta rápida e integrada entre Estado e municípios.
As bombas costais são utilizadas para aplicação direcionada de inseticidas em áreas com maior incidência do mosquito, como residências, terrenos baldios e pontos críticos, permitindo ações mais ágeis e eficazes no bloqueio da transmissão.
De acordo com a área técnica da SES, o equipamento funciona com um reservatório acoplado às costas do agente, que pressuriza e pulveriza o inseticida com maior precisão, aumentando a efetividade das ações de controle vetorial.
O reforço também chega como apoio direto aos municípios que já enfrentaram ou ainda enfrentam cenários críticos. Em cidades como Paraíso das Águas, Porto Murtinho, Vicentina e Fátima do Sul, as equipes de saúde destacam que o uso dos equipamentos contribui diretamente para ampliar a cobertura das ações e agilizar o combate aos focos do mosquito.
Além da entrega das bombas, o Estado também reforçou a estrutura da Vigilância em Saúde com a distribuição de mais de 50 caminhonetes, ampliando a mobilidade das equipes em campo e garantindo maior alcance nas ações de prevenção.
Apesar dos investimentos, autoridades reforçam que o combate ao mosquito depende da participação da população. A eliminação de água parada em recipientes como garrafas, pneus, calhas e vasos de plantas continua sendo a principal medida para evitar a proliferação do vetor.
Com ações conjuntas entre poder público e comunidade, o objetivo é reduzir a circulação das doenças e evitar novos surtos no Estado.


