O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, criticou veementemente o uso de violência por agentes de segurança pública durante operações. Na quarta-feira (25), ele declarou que Ministro da Justiça condena ações ilegais de agentes públicos, ao comentar o caso de Juliana Leite Rangel, de 26 anos, baleada na cabeça durante uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Baixada Fluminense.
O episódio ocorreu na BR-040, em Duque de Caxias, quando Juliana seguia com a família para as comemorações de Natal. Baleada durante a abordagem, a jovem foi socorrida e submetida a uma cirurgia, mas permanece internada em estado grave. O pai de Juliana também ficou ferido, aumentando a indignação pública sobre o incidente.
Repercussão do caso
Lewandowski ressaltou que operações policiais precisam ser conduzidas dentro da legalidade e com respeito aos direitos humanos. “A violência institucional é inaceitável e precisa ser apurada com rigor. Garantir a segurança da população não pode significar colocar vidas em risco por ações arbitrárias”, afirmou o ministro.
O caso gerou ampla comoção e reacendeu o debate sobre o uso excessivo de força por agentes de segurança. Organizações de direitos humanos pedem investigações rápidas e punição aos responsáveis.
Ação da PRF sob investigação
A Polícia Rodoviária Federal informou que abriu uma sindicância para apurar o ocorrido e prestou solidariedade à família da vítima. No entanto, a corporação tem sido alvo de críticas recorrentes sobre a condução de abordagens que resultam em tragédias, especialmente em regiões periféricas.
O caso de Juliana não é isolado e reforça a necessidade de maior controle sobre as ações das forças de segurança pública. A sociedade segue em busca de respostas e medidas que assegurem a proteção dos cidadãos e a responsabilização de agentes que atuam fora da lei.


