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sexta-feira, 10 de julho, 2026

Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, é denunciada por assédio moral e xenofobia

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, está no centro de uma polêmica após ser denunciada por ex-servidoras sob acusações de assédio moral e xenofobia. As queixas, que envolvem ameaças de demissão, tratamento hostil e cobranças com prazos apertados, foram formalmente encaminhadas à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Comissão de Ética Pública, com as denunciantes apresentando gravações e dossiês para sustentar suas alegações.


As acusações não se limitam à ministra. Também foram citadas a secretária-executiva do ministério, Maria Helena Guarezi, a corregedora Dyleny Teixeira e a ex-diretora Carla Ramos. Maria Helena é acusada de ter proferido comentários racistas durante uma reunião, enquanto Carla Ramos é acusada de ter agredido verbalmente subordinadas. Dyleny Teixeira, por sua vez, foi apontada por sua omissão na apuração de denúncias de assédio.
Tudo começou após um desentendimento entre Cida Gonçalves e a ex-secretária nacional de Articulação Institucional, Carmem Foro, o que gerou o clima de tensões no ministério.

A situação, agora revelada publicamente, traz à tona questões de gestão no governo Lula, onde este é o segundo caso de denúncias de assédio envolvendo ministros. O ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, também foi alvo de acusações de assédio moral e sexual, tendo sido demitido após acusações feitas pela ministra Anielle Franco, embora ele tenha negado as alegações.


Apesar das graves acusações, a ministra Cida Gonçalves permanece em seu cargo e continua a contar com o apoio de sua equipe. O Ministério das Mulheres, por meio de nota, se manifestou refutando as acusações, afirmando que não há elementos concretos para sustentá-las e ressaltando que os casos já foram amplamente noticiados sem avanço nas investigações.


Em relação às investigações, a CGU arquivou as denúncias contra as demais servidoras por falta de indícios, mas decidiu encaminhar o caso da ministra à Comissão de Ética Pública, que conduz os processos sob sigilo. A postura do governo segue discreta, e o caso de Cida Gonçalves é tratado com sigilo, aguardando a conclusão das apurações.

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