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sábado, 23 de maio, 2026

Metade dos casos de transtorno mental surge até os 14 anos, alerta OMS

Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que metade dos casos de transtorno mental surge até os 14 anos de vida, mas a maioria não é detectada ou tratada. Dados da entidade mostram que o suicídio é a segunda principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. Já o uso de álcool e drogas ilícitas, segundo a OMS, permanece uma importante questão em diversos países, podendo levar a comportamentos de risco como sexo sem proteção e direção perigosa. Transtornos alimentares, de acordo com a entidade, também são fonte de preocupação.

“Felizmente, há um crescente reconhecimento da importância de ajudar os jovens a construir a resiliência mental, desde as primeiras idades, a fim de lidar com os desafios do mundo de hoje. Crescem as evidências de que promover e proteger a saúde do adolescente traz benefícios não apenas à saúde deles, tanto a curto como a longo prazo, mas também às economias e à sociedade, com jovens adultos saudáveis capazes de fazer contribuições maiores à força de trabalho, famílias, comunidades e sociedade como um todo”, informou a OMS, por meio de comunicado.

Prevenção

Ainda de acordo com a OMS, muito pode ser feito para ajudar a construir resiliência mental desde cedo e contribuir para a prevenção do sofrimento mental entre adolescentes e jovens adultos. A prevenção, segundo a entidade, começa com o conhecimento e a compreensão dos primeiros sinais e sintomas de alerta de transtornos mentais.

“Pais e professores podem ajudar a construir habilidades em crianças e adolescentes para ajudá-los a lidar com os desafios cotidianos em casa e na escola. O apoio psicossocial pode ser fornecido em escolas e outros ambientes comunitários e, é claro, o treinamento de profissionais de saúde para que eles possam detectar e gerenciar transtornos de saúde mental pode ser implementado, aprimorado ou ampliado”, destacou a organização.

“O investimento por parte dos governos e o envolvimento dos setores social, saúde e educação em programas abrangentes, integrados e baseados em evidências para a saúde mental dos jovens é essencial. Esse investimento deve estar vinculado a programas de conscientização de adolescentes e jovens sobre formas de cuidar de sua saúde mental e ajudar colegas, pais e professores a apoiar seus amigos, filhos e alunos”, concluiu a OMS.

Fonte: Agência Brasil

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