Mesmo com a redução dos custos para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Mato Grosso do Sul registrou crescimento de apenas 2,4% na emissão do documento entre janeiro e julho de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 23.846 CNHs emitidas, contra 23.298 em 2025, aumento de 548 documentos.
A mudança nas regras reduziu de 20 para apenas duas aulas práticas obrigatórias, diminuindo o custo mínimo para quem busca a habilitação. Apesar disso, o setor de autoescolas afirma que a procura continua abaixo do esperado e algumas empresas registram queda no número de alunos e no faturamento.
Outro fator que alterou o mercado foi a possibilidade de contratação de instrutores autônomos credenciados pelo Detran-MS. Atualmente, 87 profissionais atuam nessa modalidade no Estado. Para representantes das autoescolas, porém, a concorrência dos instrutores independentes não seria o único motivo para a redução na procura.
A situação financeira dos candidatos também pesa na decisão. Mesmo com uma CNH mais barata, quem pretende dirigir precisa considerar despesas como aquisição e manutenção de um veículo, combustível e outros custos. Por isso, muitas pessoas acabam adiando o processo de habilitação.
Com o cenário atual, Mato Grosso do Sul ficou na 23ª posição entre os 27 estados e o Distrito Federal em crescimento na emissão de CNHs. O setor agora acompanha os próximos meses para avaliar os efeitos das novas regras e se a redução dos custos será capaz de estimular uma procura maior pela habilitação.


