Boletim Focus também mantém expectativa para a Selic em 14%, estabilidade no dólar e crescimento de 1,99% do PIB em 2026
O mercado financeiro reduziu pela primeira vez em 16 semanas a projeção para a inflação oficial do Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC), a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,33% para 5,30%.
Apesar da leve queda, a projeção continua acima da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), fixada em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Inflação segue acima da meta
A redução interrompe uma sequência de 16 semanas consecutivas de estabilidade ou alta nas projeções para o IPCA. Para os próximos anos, entretanto, o mercado ainda prevê inflação acima da meta.
As estimativas são:
- 2026: 5,30%;
- 2027: 4,18% (alta em relação aos 4,17% da semana anterior);
- 2028: 3,70%;
- 2029: 3,50%.
Selic deve terminar o ano em 14%
O mercado manteve a previsão para a taxa básica de juros (Selic) em 14% ao ano no fim de 2026.
Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião realizada em junho. A expectativa dos analistas é de que ocorra mais um corte até o final do ano.
As projeções para os anos seguintes permaneceram inalteradas:
- 2027: 12% ao ano;
- 2028: 10,5% ao ano;
- 2029: 10% ao ano.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.
PIB continua próximo de 2%
A expectativa de crescimento da economia brasileira também permaneceu praticamente estável.
O mercado projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de:
- 2026: 1,99%;
- 2027: 1,69% (ante 1,68% na semana passada);
- 2028: 2%;
- 2029: 2%.
Dólar mantém estabilidade
As projeções para o câmbio também não sofreram alterações nesta semana.
A expectativa é de que o dólar encerre:
- 2026: em R$ 5,20;
- 2027: em R$ 5,58;
- 2028: em R$ 5,35;
- 2029: em R$ 5,40.
O Boletim Focus reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras e especialistas consultados pelo Banco Central e é considerado uma das principais referências do mercado para acompanhar as perspectivas da economia brasileira.


