Pagamentos começam no dia 19 e seguem até o dia 30; investimento no Estado chega a quase R$ 130 milhões
Mais de 181 mil famílias de Mato Grosso do Sul começam a receber, a partir desta segunda-feira (19), os pagamentos do Bolsa Família referentes a janeiro de 2026. O benefício é pago pelo Governo Federal conforme o calendário nacional, de acordo com o final do Número de Identificação Social (NIS), com repasses programados até o dia 30 deste mês.
Ao todo, 181.197 famílias sul-mato-grossenses são contempladas neste primeiro pagamento do ano. O investimento no Estado soma quase R$ 130 milhões, com valor médio de R$ 717,17 distribuído entre os 79 municípios de Mato Grosso do Sul.
Desde a retomada do programa em 2023, o Bolsa Família passou a contar com benefícios adicionais. Em Mato Grosso do Sul, o Benefício Primeira Infância atende 109,6 mil crianças de zero a seis anos, garantindo um adicional de R$ 150 por integrante nessa faixa etária. Esse complemento representa um investimento extra de R$ 15,5 milhões no Estado.
O programa também assegura um adicional de R$ 50 para crianças e adolescentes de sete a 18 anos, alcançando 161,3 mil beneficiários. O mesmo valor é destinado a 7 mil gestantes e 4,4 mil mulheres que amamentam. Somados, esses pagamentos superam R$ 8 milhões em repasses adicionais.
Entre os municípios, Campo Grande concentra o maior número de famílias beneficiadas em janeiro, com cerca de 46 mil atendimentos. Na sequência aparecem Dourados (12.531), Corumbá (9.024), Ponta Porã (8.548) e Três Lagoas (7.031).
O valor médio pago em Mato Grosso do Sul é superior às médias nacional e da região Centro-Oeste. Paranhos lidera o ranking estadual, com valor médio de R$ 809,91 por família, seguido por Ladário (R$ 769,37), Dourados (R$ 762,85), Japorã (R$ 752,40) e Jardim (R$ 750,02).
A expectativa é que, ao longo de 2026, 216.417 famílias sejam atendidas pelo Bolsa Família no Estado.
No cenário regional, o Centro-Oeste contabiliza 990,7 mil famílias beneficiadas, com repasse total de R$ 703 milhões, sendo a região com menor número de atendidos no país. Nacionalmente, o programa alcança mais de 18,7 milhões de famílias, com investimento de R$ 13,1 bilhões apenas neste mês.
Além disso, o Bolsa Família contempla grupos prioritários, como famílias indígenas, quilombolas, catadores de materiais recicláveis, pessoas em situação de rua, trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão e crianças em situação de trabalho infantil.
Com informações Correio do Estado


