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terça-feira, 3 de novembro, 2026

Mais da metade dos brasileiros admitem comprar por impulso

14/05/2014 – Atualizado em 14/05/2014

Por: MidiaMax/ Terra

A maioria dos brasileiros (52% do total de entrevistados) fez alguma compra por impulso nos três últimos meses. É o que revela pesquisa feita em todo o país por meio do portal de educação financeira Meu Bolso Feliz, divulgada hoje pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Foram ouvidas 694 pessoas sobre a relação dos consumidores brasileiros com o uso do crédito e as compras por impulso.

Os produtos mais comprados por impulso nos últimos três meses foram roupas (29%), calçados (19%), eletrônicos e celulares (18%) e perfumes/cosméticos (12%). Por impulso, as mulheres compraram mais roupas (33%) e calçados (19%), enquanto os homens compraram mais eletrônicos e celulares (26%) e roupas (24%). A principal justificativa dada pelos consumidores foram os descontos e as promoções.

O local onde as pessoas mais compram por impulso é o shopping center: 35% do total de entrevistados disseram que as compras supérfluas foram feitas em shoppings, seguido por 23% que informaram fazer isso por meio das lojas virtuais.

“Às vezes parece imperceptível, mas fatores psicológicos, subjetivos e emocionais exercem muita influência nas decisões financeiras. Por uma questão de status, algumas pessoas compram desmesuradamente apenas para impressionar a família, os amigos e até mesmo o vendedor da loja, para alimentar a autoestima. Sem planejamento, essas pessoas adquirem produtos supérfluos e acabam se endividando excessivamente”, disse José Vignoli, educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz.

A pesquisa também apontou que 45% dos entrevistados não enfrentariam grandes problemas ao pagar tudo à vista. No entanto, um quarto dos consumidores admitiu que não conseguiria comprar sem parcelar. O crédito é visto como algo positivo para a maior parte dos consumidores ouvidos pela pesquisa. Para 52% dos brasileiros, o crédito é sinônimo de algo positivo porque ajuda a realizar sonhos. Para 30%, é bom porque ajuda em momentos de emergência e para 7% é algo ruim porque incentiva o descontrole.

Um em cada três consumidores ouvidos pela pesquisa demonstrou falta de planejamento com suas compras: 35% deles admitiram não ter o hábito de olhar o extrato bancário antes de fazer uma compra parcelada e 12% chegam a incorporar o limite do cheque especial e do cartão de crédito ao orçamento disponível para ser gasto no mês.

“O cheque especial só deve ser usado em casos emergenciais, não como fonte de renda para gastos mensais. Já o cartão de crédito transmite à pessoa a falsa sensação de não estar gastando. Esse é um dos grandes perigos para quem não está maduro o suficiente para lidar com o crédito de maneira correta. É fundamental sempre checar na fatura o valor total das compras antigas antes de se fazer uma nova dívida no cartão”, disse Vignoli.

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