Policial – 05/01/2013 – 15:01
Desespero. Essa foi a motivação que levou a ajudante geral K.A.S., 35 anos, a denunciar o próprio filho por tráfico de drogas. No dia 30 de dezembro, a família passou toda a tarde no plantão policial de Rio Preto. K. implorava para que a policia, o Conselho Tutelar e o Ministério Público levassem seu filho para a Fundação Casa. Situações como essa, em que famílias se sentem impotentes diante das drogas, fizeram o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a implantar a internação involuntária de dependentes químicos. Ação que deverá ser realizada em parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo, o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil.
Há um ano, o adolescente L.R.C., 16 anos, filho de K.A.S., passou a usar maconha e logo em seguida cocaína. Ele era estudante do segundo ano do ensino médio, menor aprendiz de ourives e namorava há dois anos. Parecia que teria um futuro “bom e honesto”, mas a partir dos primeiros contatos com a droga, tudo mudou. O jovem perdeu a namorada, o emprego e saiu da escola.
Em julho, furtou 30 medalhas de ouro, avaliadas em R$ 10 mil, de uma fábrica. A mãe encontrou 13 dentro do tênis de L.. O resto, ele havia vendido. Ela chamou o patrão do garoto e a polícia. Não sabia o que fazer. “Eu só chorava.” No dia 30, K. encontrou cerca de 100 gramas de maconha numa roupa de L.. Já havia ligado outras vezes para a polícia, mas, sem encontrar nada, os policiais só podiam conversar e dar “prensas” no garoto.
“Fugiu ao controle. Quis internar, levei no psiquiatra, arrumei emprego, briguei com traficantes. Entreguei para a polícia. Por que a justiça não faz nada?”, questiona a mãe.
A família já tentou todos os recursos, desde tirar o filho da cidade até pedir para a policia bater no garoto caso encontrasse ele nas ruas usando drogas. “Nunca vou desistir, vou buscar recurso onde for necessário”, afirma a mãe.
Fonte: Portal Terra


