Geral – 04/02/2012 – 11:02
O técnico Vanderlei Luxemburgo comentou ontem pela primeira vez sobre a sua saída do Flamengo, oficializada no dia anterior, e aproveitou para criticar a direção flamenguista. O treinador disse ter sido “fritado” por vários dirigentes do clube e que precisou conviver com seguidos atos de indisciplina no elenco. Para ele, a presidente Patrícia Amorim não teve lealdade e perdeu seu poder no cargo.
André Portugal/VipcommMeia Thiago Neves entra em campo hoje em Volta Redonda no reencontro com a torcida do tricolorMeia Thiago Neves entra em campo hoje em Volta Redonda no reencontro com a torcida do tricolor
“Ela, com certeza, deixou de ter autoridade de presidente. Vi isso no olho dela, conversando com ela. Fui totalmente desrespeitado. Faltou isso, as coisas foram direcionadas para mim”, acusou Luxemburgo. “Faltou pulso em algumas situações, mas eu entendo. Na conversa de ontem (quinta), senti a Patrícia muito sozinha. Achei que ele está muito vulnerável. A minha saída não pode ser algo normal do futebol.”
O treinador classificou o tratamento recebido no Flamengo nas últimas semanas como um dos “mais feios” vivenciados na sua carreira. “Poucas vezes, dentro de tanto tempo de futebol, vi uma fritura tão grande como a que foi feita comigo, vazando informações precisas para jornalistas, para que chegasse ao desgaste que chegou. Foi um dos processos mais feios que vi na minha vida profissional”, criticou.
Luxemburgo declarou não ter se surpreendido com a decisão da diretoria de demiti-lo, já que a informação estava sendo especulada nas últimas semanas. “Eu já sabia que ia sair do Flamengo porque a notícia saiu há um mês atrás, que, quando terminasse os dois jogos (da fase preliminar da Libertadores), eu não seria mais o técnico e simplesmente se confirmou. O jornalista que deu essa informação sabia disso, não colocou isso porque quis colocar. Ele tinha as informações”, comentou.
Ele também declarou não ter tido o respaldo da diretoria para acabar com os constantes atos de indisciplina no elenco. “Comuniquei no início desse ano que seria difícil conviver com as coisas que aconteceram no ano passado. Falei que tinha que mudar nesse ano. Eu mudei e comecei a colocar as coisas no lugar Mas se a diretoria não mudou. Se prefere jogar os problemas para debaixo do tapete, tudo bem”, avisou.
O técnico evitou criticar Ronaldinho Gaúcho, um dos principais pivôs da sua demissão, mas admitiu que o comportamento do jogador o incomodava.
Thiago Neves reestreia no Fluminense
Rio (AE) – O técnico Abel Braga esperava estar com o time titular do Fluminense em boa sintonia para o jogo da próxima terça-feira contra o Arsenal (Argentina), na estreia da Copa Libertadores. A derrota para o Boavista, na última quarta, não estava nos planos e acendeu um sinal de alerta de que ainda é preciso algum tempo até o time se ajustar. Mas não muda o planejamento do treinador de mandar a campo hoje, às 17 horas, contra o Duque de Caxias, o time reserva para jogar o Estadual.
Mas há uma atração que pode motivar o torcedor tricolor a se deslocar até Volta Redonda para acompanhar a partida no estádio Raulino de Oliveira. Ela vai marcar a volta de Thiago Neves ao time. O meia faz a sua reestreia com o intuito de adquirir ritmo para que tenha condições de atuar contra os argentinos. “Thiago vai jogar pelo menos 45 minutos no sábado. Talvez até mais dependendo do jogo e do estado do gramado. É um jogador que recupera bem a forma física e que está treinando muito bem”, antecipou Abel Braga.
Mesmo com o tropeço, o treinador não pretende lançar Thiago Neves de titular na partida pela Libertadores. Ele quer condicioná-lo aos poucos. “É difícil que ele seja titular na terça. Vai ter feito um jogo três dias antes para começar a adquirir ritmo de jogo”, argumentou.
Com seis pontos no Grupo B da Taça Guanabara , atrás de Boavista e Vasco, o Fluminense precisa vencer para não se distanciar na busca de uma vaga nas semifinais. Abel Braga classifica a partida como decisiva, mas descartou ter pensando em escalar os titulares. “Perdemos para o Boavista com a equipe titular e ouvi pessoas dizendo que a mesma equipe deveria enfrentar o Duque de Caxias para se entrosar. E jogar três dias depois a estreia da Libertadores? É preciso calma”, ponderou.
Fonte: Terra


