Grupo saiu de Três Lagoas e percorreu mais de 300 quilômetros para reencontrar educador que marcou vidas por meio do Centro Juvenil
Amor, gratidão e saudade foram os sentimentos que motivaram 16 pessoas a deixarem Três Lagoas na última terça-feira, 17, e enfrentarem mais de 300 quilômetros de estrada até Campo Grande. O destino foi a Casa de Saúde Paulo VI, onde está o querido mestre Armando Catrana, referência de fé, educação e transformação social para gerações de famílias.
Transferido recentemente para a capital, Armando não teve a oportunidade de se despedir dos amigos e filhos espirituais que acompanharam sua missão ao longo das últimas décadas. A visita, organizada de forma espontânea, reuniu quatro gerações impactadas pelo trabalho desenvolvido no Centro Juvenil de Três Lagoas.
Entre os participantes estava Daniela Pereira de Oliveira, que acompanhou o mestre ainda nas décadas de 1980 e 1990, em Poxoréu (MT). Ela levou filhos, nora e neta, simbolizando o legado que atravessa gerações. Emocionada, relembrou o período do garimpo, marcado por dificuldades sociais, quando Armando acreditava no potencial de cada criança e jovem que passava pelo oratório. “Ele transformou vidas, assim como transformou a minha”, afirmou.
Fundadores do Centro Juvenil em Três Lagoas, Margareth Lopes e Leandro Dias também integraram o grupo. Ambos destacaram o impacto social da missão do mestre na Vila Piloto, onde o espaço se tornou referência em formação humana, esportiva e espiritual. “Sinto-me honrada por ter conhecido o nosso ‘Dom Bosco vivo’”, declarou Margareth.
Leandro ressaltou a influência direta do educador em sua trajetória pessoal e profissional. “Com ele, aprendi a ser um homem mais pacífico, um pai mais amoroso e um profissional mais humano”, disse.
A visita também contou com oratorianos de diferentes períodos, como as irmãs Helen e Suelen Souza, Karla Barbosa com o filho Jorge Daniel, além de Anny Beatriz Santiago, que iniciou sua caminhada por meio de cursos profissionalizantes e hoje atua no mercado de trabalho. Jovens como Antonella Ferreira Dias e Jorge Daniel, que ainda frequentam o oratório, também participaram do reencontro.
Durante a visita, Armando mostrou-se lúcido, emocionado e grato. Conversou com o grupo, relembrou nomes, histórias e agradeceu as manifestações de carinho. “Estou extremamente emocionado. Espero, em breve, voltar a Três Lagoas para revê-los”, afirmou.
O encontro terminou por volta das 17h, mas reforçou um sentimento que, segundo os participantes, não conhece distância: a gratidão por um legado que continua vivo em cada geração formada sob os ensinamentos do mestre.


