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Justiça rejeita decisão da AL de MS e deputado volta a ser processado por suspeita de integrar organização criminosa

Decisão é do último dia 29, do juiz Roberto Ferreira Filho. Parlamentares tinham votado pela suspensão do processo.

31/03/2021 07h49
Por: Gabrielle Borges

A Justiça de Mato Grosso do Sul rejeitou a decisão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (AL-MS), que suspendia a ação criminal contra Jamilson Name (sem partido), e agora segue com o processo contra o deputado Jamilson Name (sem partido), por suspeita de integrar organização criminosa.

O parlamentar tinha virado réu na Justiça em 15 de janeiro deste ano em ação pelos crimes de organização criminosa, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro, em desdobramento da operação Omertà.

A decisão é do juiz Roberto Ferreira Filho, do último dia 29. O magistrado determinou ainda que o deputado estadual, o pai dele, Jamil Name e o irmão, Jamil Name Filho, apresentem defesa relacionada à acusação, no prazo de 20 dias.

No dia 18 de março, a Assembleia havia aprovado oficio suspendendo o andamento da ação criminal contra Jamilson Name.

No dia 18 de março, a Assembleia havia aprovado oficio suspendendo o andamento da ação criminal contra Jamilson Name.

Ele chegou a usar tornozeleira eletrônica durante praticamente um mês, mas essa e outras medidas cautelares foram derrubadas pela segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

Operação Omertá

Jamilson Name é suspeito de fazer parte da organização chefiada pelo pai, Jamil Name. Jamil está preso desde o ano passado em Mossoró (RN), acusado de chefiar uma organização criminosa ligada ao jogo do bicho, homicídios, extorsão, corrupção de agentes públicos e tráfico de armas.

A primeira fase da operação Omertá foi deflagrada em setembro de 2019. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Gaeco prenderam empresários, policiais e, na época, guardas municipais, investigados por execuções no estado.

A suspeita é que o grupo supostamente comandado por Jamil Name e o filho, Jamil Name Filho tenham executado pelo menos três pessoas na capital sul-mato-grossense, desde junho de 2018. Outras mortes também estão sendo investigadas.

Jamilson Name é deputado estadual em Mato Grosso do Sul — Foto: ALMS/Divulgação

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