A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (25), novamente a falência da Oi, uma das maiores empresas de telecomunicações que já atuaram no Brasil. A decisão foi tomada pela 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que rejeitou recursos apresentados pelos bancos Bradesco e Itaú.
A companhia acumula uma dívida superior a R$ 44 bilhões e cerca de 164 mil credores. A falência já havia sido decretada em novembro de 2025, mas a decisão foi suspensa após recursos de instituições financeiras, permitindo que a empresa retornasse ao processo de recuperação judicial.
A crise financeira da Oi se arrasta há mais de uma década. Em 2016, a empresa entrou em seu primeiro processo de recuperação judicial, considerado um dos maiores do país. Mesmo após a venda de importantes ativos e uma nova recuperação judicial iniciada em 2023, a companhia não conseguiu recuperar sua capacidade financeira.
Com a falência, o processo passa para uma nova etapa, com a administração dos ativos e a definição da ordem de pagamento dos credores. O advogado Bruno Rezende foi nomeado administrador judicial. A decisão também determina que sejam preservados os direitos dos trabalhadores envolvidos no processo.
E os clientes da Oi?
A decretação da falência não significa que os serviços sejam desligados imediatamente. A continuidade das operações ainda existentes será acompanhada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelas autoridades responsáveis pelo processo, com medidas de transição para os usuários.
A falência marca um dos capítulos mais importantes da história recente das telecomunicações brasileiras e encerra uma longa tentativa de recuperação de uma empresa que chegou a ser apresentada como uma grande “supertele” nacional.


