02/08/2016 – Atualizado em 02/08/2016
Por: Ana Carolina Kozara com fotos de Rádio Caçula
Às vésperas de completar quatro anos do assassinato de Daniel Moreira dos Santos, que teria sido morto durante uma emboscada planejada por um policial militar e sua ex- namorada no ano de 2012, o crime será julgado na manhã desta quarta-feira (3).
DESFECHO DO CRIME
As investigações foram comandadas pelo Delegado Vitor José Fernandes Lopes, e conforme foi apurado, a vítima teria prestado um serviço de jardinagem na casa do pai de N.S.L., a então namorada do policial R.G., e por esta atividade receberia o valor de R$150, porém a jovem alegou que Daniel não teria realizado o trabalho conforme o combinado e por este motivo pagaria apenas R$40.
A vítima não concordou com o pagamento e de acordo com sua esposa, desde o dia que recebeu o pagamento, ligava diariamente para a jovem cobrando o restante do dinheiro, sendo sempre informado pela mulher que não receberia o restante do valor.
No dia do crime, Daniel teria recebido uma ligação de N.S.L. pedindo para que o homem a encontrasse nas proximidades de um hotel na orla da Lagoa Maior, local onde foi alvejado por disparos de arma de fogo e seu corpo encontrado já sem vida por populares.
A INVESTIGAÇÃO
A linha investigativa levou em consideração a informação de que no dia em que foi assassinado, Daniel recebeu a ligação de N.S.F. que teria lhe passado as coordenadas que levou a vítima até o local onde seria morto.
Com base nestas informações, o delegado coletou o depoimento do casal que alegou não entraram em contato com Daniel e que na ocasião em que o crime aconteceu, participavam de uma festa de aniversário e após o evento foram para a casa do militar, onde permaneceram até o dia seguinte.
A primeira versão apresentada pelo casal foi desmentida quando a houve quebra do sigilo telefônico da vítima e dos suspeitos que apontou que na tarde de 02/08/2012, N.S.F. entrou em contato com a vítima, conforma a esposa de Daniel havia relatado.
Diante das novas informações o casal foi convocado para prestar um novo depoimento, sendo que neste apresentaram informações desconexas às apresentas nas primeiras oitivas.
A ARMA DO CRIME
Denúncias anônimas levaram a Polícia até a arma utilizada na morte de Daniel, que havia sido abandonada no quintal de uma residência e conforme informações do morador daquele imóvel, ele desconhecia a existência daquela arma no local e acredita que pode se tratar de uma prova implantada, já que possui passagem pela polícia e conhecia a vítima.
CONCLUSÃO DO INQUÉRITO
O delegado finalizou o inquérito policial e encaminhou ao Ministério Público e o casal indiciado pelo crime de homicídio será julgado ma saca de sessões do tribunal de justiça de Três Lagoas às 9h desta quarta-feira (3).



