25/11/2016 – Atualizado em 25/11/2016
Crime aconteceu em janeiro de 2016 no bairro Paranapungá
Por: Ana Carolina Kozara com fotos de Rádio Caçula
Atingido por disparos de arma de fogo no dia 26 de janeiro, um jovem de 22 anos ficou gravemente ferido e apesar do risco de morte que corria, se recusou a informar aos policiais o nome do autor do crime, tendo ainda afirmado que a tentativa de homicídio aconteceu devido a uma desavença antiga que tem com um rapaz e que iria “pegar o vacilão” quando se recuperasse.
Os policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Três Lagoas assumiram o caso e durante a apuração do crime descobriram que um homem de 37 anos, identificado como L.R., seria o autor dos disparos contra o jovem.
O acusado foi abordado pelos investigadores nesta quinta-feira (24) e ao ser questionado a respeito do crime confessou que em janeiro deste ano tentou assassinar G.R.S.S., e o motivo do crime foi que naquele dia a “vitima” teria estuprado uma amiga que tinham em comum, uma jovem de 23 anos.
De acordo com investigadores do SIG, G.R.S.S. é conhecido nos meios policiais como PCC e tem passagens pelos crimes de estupro, tráfico de drogas, roubo e homicídio.
O ESTUPRO
L.R. relatou aos policiais que na data do crime estava na casa de sua amiga, uma jovem de 23 anos, e no local também estava G.R.S.S., com quem tem um antigo histórico de desavenças, sendo que em dado momento os dois homens começaram a discutir e para evitar uma briga de maiores proporções, L.R. decidiu ir embora.
Horas depois de chegar em casa, L.R. recebeu uma ligação de sua amiga, dizendo que havia sido estuprada por G.R.S.S. e que o jovem ainda estaria na residência com ela.
O crime
Enfurecido, L.R., foi até a casa de um amigo, conhecido como Tuca e lá pegou uma arma de fogo emprestada, buscou seu sobrinho, identificado como M.C.R., de 24 anos, e foi em direção à casa de sua amiga, onde encontrou G.R.S.S. que foi rendido e passou a receber coronhadas na cabeça, que lhe causaram ferimentos e em seguida dói alvejado por disparos de arma de fogo.
Enquanto a “vitima” era socorrida por populares ao Hospital Auxiliadora, L.R. acompanhado da amiga se dirigiram até a delegacia de polícia, onde registraram o crime de estupro que é investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher.
Versão da Vítima
G.R.S.S.,declarou na dato do crime que caminhava pela Rua Joaquim Martins Montalvão quando foi abordado por um antigo desafeto, que com uma arma de fogo em punho lhe perguntou ” e aquela fita?” e em ato continuo realizou dois disparos contra a vítima.
O jovem afirma que no momento que o autor começou a atirar, saiu correndo e só parou ao chegar em um bar, localizado na Rua Vanderlei Martines Sanche, no Bairro Nova Americana, onde populares acionaram o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar.
Inquérito
Diante dos fatos apurados e da confissão do autor do crime, L.R. e seu sobrinho, que afirma só ter observado a ação, irão responder pelo crime de tentativa de homicídio praticado contra G.R.S.S., enquanto este será investigado pelo crime de estupro.
Tuca, o jovem que forneceu a arma utilizada no crime, irá responder processo por ter emprestado o revólver à L.R.




