03/07/2014 – Atualizado em 03/07/2014
Dunga, ex-técnico da seleção, também teria tido contato com o líder do bando
Por: R7
Escutas telefônicas mostram que Assis Moreira, irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho, mantinha contato com os membros da quadrilha internacional de cambistas que teve integrantes presos na última terça-feira (1º), no Rio de Janeiro, entre eles o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, suspeito de liderar o bando.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, a quadrilha atua há quatro Copas do Mundo e consegue ingressos vips cedidos a jogadores e integrantes das seleções. Onze suspeitos já foram presos e sete estão foragidos. O delegado que investiga o caso confirmou que Assis, irmão de Ronaldinho, mantinha contato com todos os membros da quadrilha internacional de cambistas.
A organização pretendia faturar R$ 200 milhões com o Mundial do Brasil. Os detidos são acusados de cambismo, associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a venda ilegal de ingressos para jogos da Copa. De acordo com o inquérito policial, o chefe da quadrilha pode ser um membro da Fifa.
Procurado pelo R7, o Departamento de Imprensa da Fifa disse que “a entidade ainda não foi contatada pelas autoridades locais nem recebeu informações oficiais sobre o assunto, por isso, não está em posição de fazer qualquer comentário por enquanto”.
Assis Moreira é hoje empresário de seu irmão, Ronaldinho Gaúcho. Os dois geraram polêmica na época da transferência do meio-campista para o Flamengo, em seu retorno ao Brasil, acusados de terem feito “leilão” com as equipes do País. A quadrilha de cambistas investigada pela polícia desviava ingressos dados a jogadores e pessoas ligadas às seleções. Assis estaria na mira da investigação e será chamado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para depor sobre o caso.
Além dele, o ex-técnico da seleção brasileira, Dunga, também será chamado para explicar conversas que teria tido com o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, possível líder da quadrilha. A informação é do jornal O Dia.
A organização pretendia faturar R$ 200 milhões com a Copa do Mundo no Brasil.



