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segunda-feira, 25 de maio, 2026

Inflação sobe de novo e BC acende alerta na economia

Guerra no Oriente Médio pressiona combustíveis, inflação dispara pela 11ª semana seguida e juros devem continuar altos no Brasil

A inflação voltou a preocupar o mercado financeiro brasileiro. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — indicador oficial da inflação no país — subiu de 4,92% para 5,04% em 2026, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Esta é a 11ª alta consecutiva nas projeções do mercado, reflexo principalmente do aumento nos preços dos combustíveis e alimentos, pressionados pelo agravamento da guerra no Oriente Médio. A tensão internacional elevou o preço do petróleo e trouxe impactos diretos para a economia brasileira.

A meta de inflação definida pelo governo é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Na prática, isso significa que o teto permitido seria de 4,5%. Com a nova projeção em 5,04%, o índice já ultrapassa oficialmente o limite.

Em abril, o IPCA registrou alta de 0,67%, impulsionado principalmente pelo aumento dos alimentos. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação chegou a 4,39%, ainda dentro do teto, segundo dados do IBGE.

JUROS DEVEM CONTINUAR ALTOS

Para tentar controlar a inflação, o Banco Central mantém a taxa Selic em 14,5% ao ano, um dos maiores patamares das últimas décadas. A expectativa do mercado é que os juros encerrem 2026 em 13,25%.

A Selic é utilizada como principal ferramenta de combate à inflação. Quando os juros sobem, o crédito fica mais caro, o consumo diminui e os preços tendem a desacelerar. Por outro lado, juros elevados também dificultam investimentos, financiamento e crescimento econômico.

O Comitê de Política Monetária (Copom) acompanha com atenção os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e seus impactos na economia mundial. A próxima reunião para definição da taxa básica de juros acontece nos dias 16 e 17 de junho.

ECONOMIA AINDA TEM EXPECTATIVA DE CRESCIMENTO

Apesar do cenário inflacionário, o mercado elevou levemente a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026, passando de 1,85% para 1,89%.

Já a projeção do dólar permanece em R$ 5,17 até o fim deste ano, segundo estimativas das instituições financeiras consultadas pelo Banco Central.

Especialistas avaliam que os próximos meses serão decisivos para medir os efeitos da inflação global sobre o bolso dos brasileiros, especialmente nos preços dos combustíveis, alimentos e serviços.

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