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quarta-feira, 4 de março, 2026

Índios narram tortura na Ditadura

22/02/2014 – Atualizado em 22/02/2014

Correio Do Estado

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) debateu ontem o dia todo, em evendo promovido pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), casos de violação de direitos indígenas durante o período da Ditadura militar no Brasil (1946-1988).

Valdomiro Osvaldo Aquino, liderança da Panambizinho, aldeia demarcada em 1971, disse por meio da assessoria de imprensa da UFGD que “antigamente nós éramos atacados apenas com armas, balas. Hoje o que se usam contra nós são palavras, papeis, documentos. É um sistema político que está nos prejudicando”.

O assunto foi discutido por antropólogos, professores e membros das comunidades indígenas.

Além da CNV e a unividade o evento contou com a participação de membros do Ministério Público Federal.

Históricos de índios vítimas da Ditadura foram documentados na década de 1960 e os papéis foram descobertos 45 anos depois.

Em reportagem publicada no jornal Correio do Estado, em junho passado, Marcelo Zelic, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais disse que “é preciso que haja reparação como acontece com ex-preso político que foi torturado no período da Ditadura. O índio não tem esse tratamento”.

Índios dizem que antigamente eram atacados com armas, hoje o são com papéis

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